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As 10 trilhas tech que você deve seguir na década que começa

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As 10 trilhas tech que você deve seguir na década que começa

O que veremos não deverá ser exatamente o surgimento de novas tecnologias, mas seu aperfeiçoamento e sua inclusão em nosso dia a dia de uma forma mainstream como até agora não vimos.

10 de janeiro de 2020 - 8h04

Nas duas primeiras décadas dos anos 2000, vimos surgir um set de tecnologias que não imaginávamos existirem antes disso. Nos últimos 10 anos, parte delas invadiu e transformou nossas vidas como também jamais antes imaginaríamos. Todas, de alguma forma, impactando nossos negócios, nossas empresas, nossas marcas e toda a indústria da comunicação e marketing.

A terceira década do milênio, que agora se inicia, não será diferente. Mas o que veremos não deverá ser exatamente o surgimento de novas tecnologias, mas seu aperfeiçoamento e sua inclusão em nosso dia a dia de uma forma mainstream como até agora não vimos.

Elenquei 10 blockbusters, nenhuma delas sua desconhecida. Ao contrário, você já as conhece de perto, ou, no minimo, já ouviu falar delas e sabe que estão por aí.

Pois nos próximos 10 anos, não vai dar para você dizer nem que não as conhece, nem que não as usa cotidianamente, de alguma forma.

(Ah, um toque sobre Inteligência Artificial, que não faz parte da lista. Inteligência Artificial é, por si só, um conjunto de protocolos e redes de conexão, ativados por algoritmos que podem aprender coisas e armazenar informações e dados de forma incremental, sendo assim a base de sustentação de praticamente tudo que você vai ler abaixo. Tudo será e terá Inteligência Artificial. Como eletricidade, percebe? Ela não é uma nova tecnologia. Ela é a razão tecnológica de ser de todas as demais tecnologias.)

Então, vamos lá. Veja quais são e como elas podem influenciar sua vida profissional e nosso mercado.

Blockchain – essa você já ouviu falar, mas dificilmente usou ou aplicou em seus negócios. Ainda. Blockchain é uma cadeia digital encriptada de alta segurança na web. Serve para proteger dados, documentos, informações e transações. É um certificado de verificação e validação de tudo que por ela passa. Imune a invasão e vazamentos. Funciona para contratos e negociações, entre outras coisas. Ela estará mais e mais embedada em várias cadeias de valor, do mundo financeiro, onde surgiu, a todas as demais cadeias de valor, do agronegócio a indústria, passando pelo comércio e … por todo o ambiente do marketing e mídia digital. Deverá contribuir para a redução de fraudes no ambiente digital de dados e mídia em nossa indústria. Será muito bem vinda em todos esses âmbitos. No nosso, não será diferente. Em, no máximo, 5 anos, será realidade como qualquer aplicativo que você carrega hoje no seu celular. Vai por mim. Ah, e se informa mais sobre o assunto. Segue a trilha.

5G – essa é facinha. Você já sabe. Em 5 anos também, deverá ter atingido um estágio de maturação que deverá impactar não só na velocidade de como dados e informações que trafegam no ambiente mobile, mas também na pervasão da conectividade que se espalhará por bilhões de coisas em todo lugar, mundo afora. Ela é a base da trilha logo abaixo, de IoT, que por sua vez será a base das cidades inteligentes. O mundo mobile será ainda mais onipresente e a conectividade de tudo atingirá picos até hoje desconhecidos. Para nossa indústria, desnecessário dizer, será uma oportunidade de ouro para ampliar gigantescamente os pontos de contato com consumidores e usuários. Desde que, obviamente, respeitadas as regras de compliance e privacidade.

IoT – decorrente e dependente do 5G, a Internet das Coisas – essa sim, você já ouviu falar bastante – é a internet presente em todo e qualquer objeto que possa conter um chip ou qualquer asset de conexão. As coisas conectadas vão falar conosco, vão trabalhar por nós, vão nos prestar serviços, vão nos informar, vão nos entreter, vão nos ajudar a fazer compras e a consumir. Mais, obviamente. Além disso, essas tais “coisas” podem ser também uma série de serviços e atividades do ambiente urbano das cidades. Carros estarão conectados, Metrôs idem. Sinais de trânsito. Pontos de ônibus. Placas de rua. Enfim, você entendeu. São possibilidades sem fim, com potencial enorme de ajudar a organizar a vida dos grandes centros urbanos super-populados e cada vez mais caóticos. Para nossa indústria, como dito acima, novas oportunidades de ativação, comunicação, conversa e engajamento. No caso das Cidades inteligentes, basta imaginar as possibilidades. Vai vendo. Segue a trilha.

Robótica – taí uma que ouvimos falar, vemos videozinhos na internet, mas que não aparece ainda em nosso dia a dia. Quer dizer, até aparece, mas não prestamos muita atenção. Por exemplo, todas as indústria de algum porte têm já robôs em suas linhas de produção. Na indústria automotiva, há muitos anos. Eles estão lá, convivendo com os operários, no chão de fábrica. É que, quando falamos de robótica, imaginamos aqueles robozinhos cuti-cuti com carinha gentil rindo para nós e fazendo alguma coisa meio inútil numa feira de tecnologia. Não será mais assim. Robôs, com a carinha de gente ou não, estão já, sim, invadindo nosso cotidiano. Os chat-bots, que nos atendem em conversas digitais online, no comércio ou no banco, são robôs. A Alexa e todos os assistente pessoais do gênero, são um tipo de robô. A definição genérica de robô é a de uma máquina que reproduz atividades, tarefas e, como já começou a acontecer, comportamento humanos. Sendo máquina. Parecer-se fisicamente com humanos é um jeito peculiar de ser robô. Mas muitos softwares de interação cognitiva podem também ser considerados robôs. Seja como for, aqueles robozinhos gentis a que me referi, eles também estarão mais e mais nos lobbies de hotéis, em hospitais, em shopping centers, em  lojas e supermercados, enfim, em ambientes em que possam prestar algum tipo de atendimento, serviços ou informação. Para nossa indústria, fundamentalmente uma indústria que opera no âmbito da prestação de serviço e criação de soluções para outros negócios, a robótica é uma super-trilha a acompanhar.

Omni Commerce – essa não é uma tecnologia, é a união de várias, a serviço da comercialização e distribuição de bens e serviços. Só que agora, como o próprio nome entrega, omni … abrangente e em todo lugar. O comércio omni começou sendo concebido como uma solução multi-canal, integrando os diversificados pontos possíveis de distribuição e entrega. Mas o conceito ampliado de Omni Commerce integra desde a exposição dos bens e serviços nos ambientes on e off, até sua compra, passando por todo o controle de armazenamento e logística, integrando e-commerce e varejo físico, não nos esquecendo de toda a cadeia de mídia e comunicação, ativação, conversão, in e out bound marketing. Tudo isso junto compõe um ecossistema cada mais mais multi-integrado, em que o mobile joga um papel cada vez maior e em que, também aqui, a Inteligência Artificial e o 5G estarão presentes de ponta a ponta. Atenção aqui, porque tudo isso começará a fazer parte da nossa indústria como nunca antes. Segue a trilha, coração.

Marketing Automation – Assim como acima, não é uma tecnologia, mas a tecnologização de nossa atividade-coração, o marketing. Parte acabei de descrever acima. Faltou acrescentar que automação de marketing envolve ainda a cadeia de marketing programático ( não é mídia programática, presta atenção), que é o marketing intermediado e otimizado por tecnologias de automação que permitem a utilização de conhecimento e dados por algoritmos e machine learning, ampliando assertividade, previsibilidade, controle de custos e investimentos (aí sim, pode ser em mídia programática), e que dotam o marketing de uma capacidade de gestão e operação que até então não conhecíamos. Pois a automação do marketing só vai se aprofundar e ficar mais e mais precisa e sofisticada. Desafio enorme não perder esse barco e acompanhar toda essa enorme e rápida evolução que vivenciaremos. Enorme oportunidade também, certo?

3D Printing – você certamente conhece, já viu de perto, mas ainda não viu em que essa tecnologia muda ou influencia de forma relevante sua vida. Pois vai ver. Casas serão feitas, nos próximos 10 anos, por impressoras 3D. Ossos e órgãos humanos idem. Produtos idem. Uso sem fim, que se disseminará de forma inevitável e mais abrangente nos próximos anos. Imagine quantas oportunidade de criação de inovação para nossa indústria, para agências e anunciantes (aqui na figura de fabricantes de coisas, sejam quais forem). As impressoras 3D estarão presentes mais e mais no ponto de venda e poderão produzir, ali mesmo, produtos customizados. Enfim, sacou, né?

AR/VR/MR – quem me acompanha sabe que sou um chato com essas tecnologias, não porque não as ache demais, elas são, mas são hoje e até agora de uso extremamente restrito e ainda dependentes de aparelhos desconjuntados e sem jeito, muitas vezes ainda conectados por cabos – meu Deus, cabos ! – e que proporcionam experiência imersivas sensacionais, mas inacreditavelmente circunscritas a poucos e raros ambientes. Pois isso deve mudar nos próximos anos, porque tanto os devices, quanto a própria evolução tecnológica das realidades virtuais ampliadas, que tenderão a ser mistas (realidade misturada com virtualidade), estarão mais aptas a serem colocadas ou em nosso próprio corpo ou em aparelhos de uso muito mais portável e amigável do que os de hoje. Aí também o campo para nosso indústria é sem fim. Somos contadores de histórias e criativos. Imagine quantas coisa é possível fazer para marcas tendo tantas realidades “construíveis” a nossa disposição.

Digital Mobile OOH – aqui fiz questão de criar um trilha específica para um ambiente de marketing, comunicação e mídia específico, porque vejo nele um potencial de uso ampliado da tecnologia que não vejo nos demais. Isso porque o OOH digitalizado, integrado ao mobile, com 5G, conectando espaços físicos e amplificando sua presença nos ambientes online deverão ser sistemas e plataformas que farão parte da paisagem urbana como a que descrevi acima, das cidades inteligentes. Esse meio, que deixou de ser um meio para ser todo um ecossistema integrado de experiências, ativação, comunicação, prestação de serviços e, porque não, de mídia, será o parque de diversão digital dos centros urbanos, na rua e nas lojas. Sendo assim, se você juntar algumas trilhas aí de cima, parte de um enorme quebra-cabeças integrado de tecnologias e novas oportunidades para o marketing e a comunicação. E o varejo, não esqueça.

Human Cognition – o nome da trilha está em Inglês porque acho que em Português não exprime tudo que precisa. Trata-se das tecnologias cognitivas que interagem com humanos e que estarão, como já expliquei, habitando os robôs, mas que irão muito mais adiante. O machine learning, parte daquele set de tecnologias que comentei acima que compõem a tal Inteligência Artificial, se aprofundará em sua capacidade de decifrar, entender, conhecer, reproduzir e, em algum momento, quem sabe, ultrapassar os seres humanos. Essa capacidade das máquinas, de human cognition, ampliará o âmbito de interação delas conosco e substituirá humanos em várias de suas habituais atividades. Mais que isso, ensinarão aos humanos coisas que não sabemos. Ou que sabemos – até porque ensinaremos às máquinas – mas que não conseguimos acessar ou utilizar no dia a dia. Alexa é um pouco disso? Sim. Siri também. Mas falo aqui dessa capacidade só que ainda mais ampliada para uso na medicina, na educação, no mundo financeiro, na distribuição de conhecimento sobre qualquer esfera da atividade humana. Viabilizada por uma capacidade cada vez mais assertiva de interação e resposta conosco, seres humanos. Isso é Inteligência Artificial na veia, aplicada ao conhecimento da Humanidade. Intermediado por máquinas, softwares e algortimos. É isso. Para nossa indústria, como em todos os casos acima, um novo ambiente potencial para construção de narrativas de marca de forma altamente complexa, mas igualmente envolvente e profunda.

Bom, é isso.

Como você pode perceber, as coisas todas se interconectam. Não existem mais tecnologias, no plural. Tudo é uma única tecnologia só. Um grande todo.

Nós, humanos e marqueteiros, somos parte disso. O que precisamos decidir é se queremos ser coadjuvantes ou protagonistas em todo esse cenário.

Up to you.

Feliz próximos 10 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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