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Google reinventa a internet: de novo

A decisão da companhia que bloquear dados de terceiros em seu browser Chrome, com ampla presença na web, muda radicalmente a forma como a comunicação e o marketing se utilizam de cookies, impactando empresas tech intermediárias do setor, publishers e marcas em geral.

17 de janeiro de 2020 - 8h08

O Google criou uma internet quando a indexou e introduziu o conceito de busca organizada em meio ao caos que a internet já era então, isso há mais de 20 anos.

Agora, com sua decisão de bloquear cookies e dados de terceiros em seu browser Chrome, transforma de maneira profunda e de alto impacto a maneira como todos os mercados que dependem desses dados para fazer segmentações de seus públicos-alvo – entenda-se, toda a indústria do marketing, da comunicação e de publishing – o Google uma vez mais decreta uma mudança radical na internet comercial global.

As ações de empresas que gerenciam inventários digitais tendo o Google como âncora, como foi o caso da Criteo, caíram e outras tenderão a cair nas bolsas. Ao menos nesse primeiro momento de susto geral.

A medida entra em operação apenas daqui a dois anos, mas todos os players do setor estão muito agitados tentando identificar o efetivo impacto da decisão da empresa em seus negócios e na forma como operam na web.

Para Hernique Russowsky, que acaba de deixar a Jüssi, experiente empresário de agência no mundo da performance, dois anos são mais que suficientes para que o mercado re-encontre formas de usar dados para ações de marketing e de distribuição de conteúdos e publicidade. Mas concorda que a medida, de fato, transforma a internet como a conhecemos.

Se ela entrasse em vigor hoje, comenta ele, seria como se voltássemos anos atrás em que teríamos apenas as urls de sites para trabalhar, sem dados de usuários.

O Chrome tem 69% dos acessos em desktops e 40% no mobile, Grande impacto, portanto.

Mas registre-se que o Safari, da Apple, que domina 52% do tráfego no acesso mobile, a maior fatia, portanto, também adotou medida semelhante recentemente. Firefox idem.

Ocorre que quando o maior buscador da web se mexe, o mundo para.

Ou seja, com a decisão do Google, todos os browsers do mercado (ao menos no Ocidente), serão regidos pelas novas regras, o que os coloca, evidentemente, como poderosos detentores de parte da gestão de tudo que acontece na internet, não só em termos da navegação, que já dominavam, mas também no que se refere aos negócios que são feitos no ambiente digital conectado na rede.

Essas transformações ocorrem por conta, em grande medida, das novas leis de proteção de dados. Mas não é só por causa disso.

A nova plataforma do Google se chama Privacy Sandbox e, segundo a companhia, deverá resultar num uso de dados mais seguro, controlado e em compliance com as exigências das novas leis, e também da vontade dos próprios consumidores, que crescentemente passaram a se utilizar bloqueadores de cookies, reduzindo a eficácia da publiciade digital online.

A medida é importante, tem alto impacto e, de fato, está em linha com o que a sociedade contemporânea exige em termos de respeito a privacidade.

Acompanhemos seus efeitos colaterais, que serão relevantes, isso já podemos prever, sem medo de errar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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