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AdAge revela estudo confidencial para controle de brand safety nas redes sociais.

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AdAge revela estudo confidencial para controle de brand safety nas redes sociais.

A Global Alliance for Responsible Media, criada há cerca de um ano por um pool de grandes anunciantes, mas da qual fazem parte também agências e players do mundo digital, tem agora planos concretos em andamento até o final do mês, para implementar políticas de controle de brand safety nas redes sociais.

8 de setembro de 2020 - 8h00

Documento revelado pelo AdAge mostra que players da indústria da comunicação, liderados por grandes anunciantes, exigirão agora, de forma estruturada, maior controle das redes sociais no que se refere a exibição de comunicação comercial das marcas ao lado de conteúdo considerado impróprio. Brand safety, chamam isso.

Os alvos são todas elas, talvez com prioridade por sua liderança absoluta e sua relevância global para o caso do Facebook, mas vale para todo mundo.

O grupo, conhecido por seu acrônimo GARM, publica o AdAge, defende que … “Irrespective of harmful content being posted, every marketer should have the ability to manage the environment they advertise in and the risks”. O documento, destaca a publicação, está marcado com uma linha d´água onde se lê CONFIDENTIAL.

A peça tem seis páginas e, como analisa o AdAge, “shows that GARM is working to solidify its plans later this month. The plans cover defining hate speech, grading platforms on their ability to police harmful content, conducting audits to prove that platforms are taking the actions they promise, and giving advertisers more controls”.

O GARM foi lançado oficialmente em Cannes ano passado, sob os auspícios da WFA, World Federation of Advertisiers, tendo sido então assinado oficialmente por 17 dos principais anunciantes do mundo.

O release do evento dizia que a GARM é “uma colaboração global sem precedentes com agências, empresas de mídia e plataformas e associações da indústria para melhorar rapidamente a segurança digital”.

A entidade declarava então que, com quase 3,8 bilhões de pessoas online, “o mundo está cada vez mais conectado, mas o aumento de conteúdo online perigoso, odioso, perturbador e falso pode ameaçar nossa comunidade global. Os membros da Global Alliance for Responsible Media reconhecem o papel que os anunciantes podem desempenhar, pressionando coletivamente para melhorar a segurança dos ambientes online. Juntos, eles estão colaborando com editores e plataformas para fazer mais para lidar com ambientes de mídia prejudiciais e enganosos; e desenvolver e entregar um conjunto concreto de ações, processos e protocolos para proteger marcas”.

Movimentos como Stop Hate for Profit e ainda, como lembra o jornal, iniciativas paralelas como as dos grupos Omnicom (Council on Accountable Social Advertising) e Interpublic (Media Responsibility Principles) estão sendo ativados por representantes da indústria e tem os mesmos objetivos.

Cada um da sua maneira, os players de mídias sociais vêm tentando fazer sua parte, criando mecanismos de controle e eliminação desse tipo de situação.

O Facebook declarou ao Adage que mecanismos de Inteligência Artificial na sua rede conseguem prever e ou eliminar cerca de 95% dos casos.

A luta é difícil e 100% de confiabilidade ninguém espera. Mas tudo isso vem mais do que na hora e qualquer movimento contra a internet suja e podre será sempre bem-vindo.

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