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E a TV, finalmente, virou Internet

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E a TV, finalmente, virou Internet

Marketplaces digitais, mídia programática, compras em tempo real, interatividade e dados ... é a Internet, certo? Sim. Mas agora tudo isso é TV também. Em breve, uma será a outra, sem tirar, nem por.

9 de setembro de 2020 - 8h00

Sempre disse que tudo que grandes players da Internet gostariam é de ser TV. Casos típicos seriam Facebook e Twitter, mas põe nessa conta aí até o TikTok, se quiser, que cabe. Todos querem a recorrência de uma audiência cativa sentadinha em algum lugar assistindo seus conteúdos de entretenimento e notícias. Foi a TV que criou isso e é o que qualquer criador, produtor e distribuidor de conteúdo quer da vida.

Pois bem, mas também já disse um monte sem fim aqui que a TV deveria querer virar Internet. Ela tenta faz tempo, mas por muito tempo foi contra. Há, digamos, uns 5 anos, não muito mais que isso, se você perguntasse a qualquer player de TV, aqui ou mundo afora, o que achava da Internet, ouviria: Si hay Internet, soy contra!

Netflix quebrou e continua quebrando essa lógica. Mas agora é a própria TV, ela mesma, a genial e mais disruptiva tecnologia de comunicação de massas antes da Internet, que agora vem a público com soluções em que a Internet não é mais considerada uma inimiga, mas uma aliada para a diversificação de plataformas de distribuição de conteúdo, monetização e … vendas diretas.

No Brasil, acompanhamos alguns movimentos interessantes nesse caminho, com os projetos Aparece na Globo, da Globo, e o marketplace Vempracá do SBT. Há ainda, também da Globo com Casas Bahia, a experiência no programa É de Casa, de compra direta via QR Code, no modelo T-Commerce, e a pioneira no modelo gratuito interativo totalmente com foco em T-Commerce da Soul TV. Sendo que a Rede TV, desde 2018, oferece a venda de mídia programática ao mercado.

Aliás, apenas para ativar a memória de todos aqui, o sinal digital de TV existe no Brasil desde 2007, tendo sido exatamente a Rede TV a pioneira nesse formato. Sendo que o projeto Ginga, do governo brasileiro para a TV Digital no Brasil, um middleware que permitiria a interatividade em duas mãos entre a televisão e sua audiência, é de antes disso ainda, tipo 2005/2006.

A ideia do Ginga era legal exatamente por conta da interatividade. Então, vejam que há mais ou ou menos 15 anos a TV flerta com a Internet e, convenhamos, poderia já ter casado faz tempo.

Portanto, todo esse movimento de integração das duas se dá beeeeem tardiamente, mas acontecer é melhor que não. Temos aí então tendências que envolvem mídia programática, um antigo demônio exorcizado, agora incorporado ao cardápio das redes de TV cada vez mais. Vemos a distribuição on demand via players de todo tipo, via OTT, modelito Netflix (outro demônio, lembram?). Vemos dados começando a ficar cada vez mais na vitrine de ofertas comerciais das redes de TV a agências e anunciantes, já que se audiência está lá, porque não conhecê-la, oferecer a ela conteúdos customizados e vender tudo isso de forma data driven para quem paga a conta?

Por fim, a última milha do momento, o tal T-commerce, a TV que vende online.

A TV vende desde as garotas propaganda dos anos 50 e das ofertas de marketing direto televisadas dos anos 80, tipo facas Ginsu. Faz isso até hoje. Mas agora, com a integração online, a TV passa a ser vitrine digital de venda em tempo real, direto na tela. As redes começam a montar marketplaces em que varejistas conseguem fazer suas ofertas, o público entra, assiste e compra, e sai todo mundo feliz no final. E a TV programática só vai fazer crescer.

Não haverá mais essa divisão tolinha entre Internet e TV em algum tempo. Pouco tempo.

Por enquanto, comemoremos a quebra de barreiras entre elas.

Internet é Pop. Tá na TV.

Ou é o contrário?

 

 

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