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Google pode ter que vender o Chrome

Empresas plataforma como Google, Facebook, Amazon, Microsoft e Apple deverão enfrentar questões como essas nos próximos anos, uma vez que são fenômenos recentes de uma economia global, que acabou por gerar grupos que operam em diversificadas áreas de atuação, talvez como nunca na história

13 de outubro de 2020 - 9h34

Ainda é especulação, mas o que a imprensa especializada nos EUA dá conta, é que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) pode forçar o Google a vender seu navegador Chrome. Algo assim faria parte das medidas anti-truste que o governo dos EUA, particularmente sob Trump, vem tomando.

Nada é concreto ainda, no entanto.

O Chrome, lançado pelo Google em 2008, é o navegador mais popular do mundo e possui a maior participação de mercado nos Estados Unidos. A investigação seria para averiguar se a companhia usa seu navegador para dar suporte a seus negócios de mídia.

Em tese, não deveria haver qualquer problema nisso, uma vez que respeitadas as leis de privacidade, essa poderia perfeitamente ser uma atividade de empresas complementares e primas entre si, do mesmo grupo, o Alphabet.

O que, segundo quem analisa, poderia vir a ser alvo de análise é se o forte poder das duas companhias juntas de um mesmo grupo não configurariam truste.

Em janeiro, o Google anunciou que iria parar de usar cookies de terceiros, que são usados para rastrear os movimentos dos usuários de uma página para outra na web, em seu navegador Chrome, nos próximos dois anos. Isso vai acontecer e é já uma forma da companhia se colocar em compliance com as novas leis de privacidade.

O Google estaria desenvolvendo uma plataforma chamada Turtledove para, segundo a empresa, proteger melhor a privacidade do usuário, já que os dados seriam armazenados em seu dispositivo, em vez de compartilhá-los com servidores externos. Mas até mesmo o Turtledove poderia, em tese, segundo fontes de mercado, otimizar o poder de publicidade do Google.

Empresas plataforma como Google, Facebook, Amazon, Microsoft e Apple deverão enfrentar questões como essas nos próximos anos, uma vez que são fenômenos recentes de uma economia global, que acabou por gerar grupos que operam em diversificadas áreas de atuação, talvez como nunca na história.

Um enredo que vamos acompanhar atentamente bem de perto.

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