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Estamos travados na visão curta do quarter?

O mundo todo acelerou e as inovações se tornaram velozes de tal forma que dane-se o futuro, preciso entender a transformação de agora

3 de novembro de 2020 - 12h00

Nunca antes o Homem teve maior condição de prever o futuro do que hoje. Isso porque detém agora, como nunca, conhecimento, informações, tecnologias e dados que nos permitem projetar os próximos melhores momentos da partida da vida que jogamos e jogaremos neste campinho chamado Terra.

Erramos? Sim, com frequência. Mas cada vez mais erramos menos no atacadão. Quer dizer, no norte de para onde caminharemos e quais coisas evoluirão, e como evoluirão, daqui para a frente. Erramos mais no varejo do detalhe, mas no jeitão geral de como será nosso futuro, a tendência é adquirirmos mais e maior assertividade.

No entanto, olhe você. Olhemos nós a nós mesmos no dia a dia das nossas vidas, notadamente no âmbito profissional. Somos reféns do quarter. Não conseguimos mais projetar com clareza o que serão nossas empresas num prazo tipo, sei lá, de 5 anos.

Quem planeja hoje 5 anos futuros para sua companhia tem enormes chances de errar na mosca. A evolução de tudo tornou-se tão avassaladoramente rápida, que nem nos preocupamos mais com os 5 anos, ficamos no quarter mesmo. E deu.

Carreiras profissionais também tem se tornado fugidias e de short-term. Ninguém se imagina hoje em cargo nenhum, na média, por anos e anos a fio, como acontecia antes.

Tanto nos cargos executivos de liderança como também, e principalmente, nas posição de meio da hierarquia e da base heirárquica das empresas, o turno over é considerável. A transitoriedade virou default nas nossas vidas profissionais e nos nossos negócios.

Nossos antepassados hominídeos não tinham a dimesão do tempo futuro. Viviam apenas o presente. Fomos conqusitando, ao longo de milênios, o domínio do conhecimento sobre a noção de tempo corrente e, com isso, passamos a imaginar a antes inimaginável dimensão do futuro.

Mas ainda assim, viramos presas da urgência imediata das conquistas curtas, vôo de galinha.

Isso parece não ter lá muita saída. Investidores e acionistas querem ver mais e mais a superação de quarter atrás de quarter. Executivos e gestores correm atrás disso. Todos nas hierarquias abaixo são pressionados para que assim seja. E assim gira a roda da fortuna e das companhias hoje.

Para piorar, o mundo todo acelerou, e as inovações se tornaram velozes de tal forma que dane-se o futuro, preciso entender a transformação de agora. A de daqui a pouco fica pra depois.

Mesmo sabendo mais do que nunca sobre o sempre, viramos futuristas escravos de um presente que acaba inexoravelmente amanhã cedo. Ou, no máximo, ali, no quarter.

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