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Twitter e Facebook criam suas versões de ClubHouse e mercado explode

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Twitter e Facebook criam suas versões de ClubHouse e mercado explode

Todos nós agora, e fulminantemente, passamos a conhecer ClubHouse. Pois o Twitter e o Facebook também. O Twitter já está com seu copy cat em teste no mercado, o Twitter Spaces, e o Facebook em breve virá com o seu. O que era uma curiosidade deve virar uma explosão

18 de fevereiro de 2021 - 6h00

Você deve já ter lido bastante sobre o fenômeno ClubHouse. Então já sabe que ele é uma rede social de multi-chats ou multi podcasts, se preferir, em tempo real, exclusiva para convidados, que foi criada em Março do 2020 pelos ex-funcionários do Google, Paul Davidson e Rohan Seth, e que de março a dezembro saltou de 600 mil usuários para 6 milhões, sendo já, ainda que prematuramente, avaliado como um asset de US $ 1 BI.

Você entra lá e dá de cara com zilhões de salas ininterruptamente abertas com gente falando pelos cotovelos, incluindo na fórmula muitas celebridades e famosos blockbusters que você não vê facilmente por aí, sobre qualquer assunto que imaginar. Se engaja aqui ou ali, onde lhe aprouver, e brinca de trocar ideias – muitas bem sérias, ao contrário da maioria das redes sociais, em que o sério fica para depois – quanto tempo quiser e com quem quiser. Se quiser ficar calado e só ouvir, tudo certo também. Tem até um botãozinho que te permite deixar a sala quietly… de manso, a francesa.

O Twitter também gostou da brincadeira e colocou sua versão copy cat do ClubHouse no ar recentemente, em fase de teste, chamada Twitter Spaces.

A vantagem da versão do Twitter é que ela funciona entrelaçada com o Twitter e isso anaboliza a difusão das conversas em toda a rede, emprestando aos participantes uma notoriedade social que o ClubHouse não entrega, uma vez que o que se conversa no ClubHouse, fica no ClubHouse.

Esse fato pode contribuir para que as conversas deixem de ser sobre, por exemplo, os últimos avanços da corrida espacial, e passarem a ser sobre gatinhos. Pode rolar.

A versão do Twitter tem também como limitante você poder se conectar apenas a sua própria rede de seguidores e agregados da sua comunidade, não sendo, como é o ClubHouse, totalmente democrático, com todo mundo ouvindo todo mundo. Por outro lado, você poderá navegar nos assuntos que de fato te interessam. Ou seja, tem toma lá, e tem dá cá. Vantagens e desvantagens de cada lado.

O Facebook está desenvolvendo também o seu e deverá ter, como vantagem competitiva em relação aos outros dois, o fato de … bem, o fato de ser o Facebook, e isso pode mudar tudo e a versão da maior rede social global pode vir a roubar a cena em poucos meses.

Uma aparente desvantagem é que no Facebook você tende a conversar com seus amigos e familiares mais próximos, diferentemente do Twitter, em que o que agrega as pessoas não é sua proximidade pessoal, mas aquilo que, tematicamente, mais as atrai.

ClubHouse e seus congêneres entregam tudo que a sociedade conectada online quer: velocidade, comodidade, o grau ajustável exato de exposição social que cada um deseja ter (o líder de uma sala vira uma celebridade fugaz imediatamente), uma variedade inaudita de temas para as mais diversificadas preferências, entre os quais se passeia livremente como num SXSW de áudio (a comparação é do meu amigo e multi-sócio André Zimmermann). Isso em meio a pandemia. Timing perfeito para uma operação que abriu quando o mundo fechou. E cá estamos nós enclausurados, loucos por uma novidade como essa para ter o que fazer.

Após a primeira experiência, ficamos pensando como isso não havia sido criado antes, de tão simples e óbvio que é.

Por outro lado, aponta também para uma tendência de relevância da voz, num mundo em que escrever parece estar ficando cada vez mais penoso (escrever a mão já pouco escrevemos hoje). E em que as assistentes de voz parecem tender a ocupar cada vez mais espaço em nossas vidas daqui em diante.

Ainda não há uma clara tendência de como as empresas poderão participar de tudo isso, mas o modelo mais claro no momento é abrir uma sala com temas de interesse das companhias, colocar lá um líder da corporação para falar, chamar a turba, e vender seu peixe. Como muitas empresas fazem, aliás, no próprio SXSW.

Abra seus olhos e ouvidos, porque esse mercado vai, inevitavelmente, explodir.

*Crédito da foto no topo:

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