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Assinaturas: o modelo de negócios que tende a dominar tudo que é serviço

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Assinaturas: o modelo de negócios que tende a dominar tudo que é serviço

Sim, tem o fato de que não é possível assinar tudo o que se quer, porque não cabe no bolso. Mas a tendência vem mostrando que cabe mais do que se imaginava e serviços em que a assinatura não parecia interessante, agora são

22 de fevereiro de 2021 - 6h00

Tudo começa no fato de que as empresas de serviços em geral, e até as de varejo e as indústrias de quebra, estão descobrindo que a alternativa de assinatura pode vir a ser mais uma linha de receita interessante em seu rol de hipóteses para geração de caixa.

Se a empresa é um app, além da venda no próprio app ou da publicidade que pode vender em seu aplicativo, a hipótese da assinatura parece cada vez fazer mais sentido.

Peguemos um exemplo trivial, um supermercado. Tá certo que com a pandemia essa tendência se acelerou, mas convenhamos, é perfeitamente razoável, em vez de você ir ao supermercado, deixar programada uma compra semanal, quinzenal ou mensal, por assinatura, e a compra chega na sua casa de forma programada. Não há aqui, em tese, comprometimento adicional do bolso de ninguém, já que o gasto de supermercado aconteceria de qualquer maneira. Há a taxa que se paga pelo serviço ao app, mas apra muitos e cada vez mais, a taxa de conveniência parece valer muito a pena.

Discute-se que não há muito espaço para uma variedade grande de serviços de assinaturas de streaming, o que deve ser de fato verdade, mas esse é um exemplo típico de setor de negócios que simplesmente não existe sem assinatura. E sejam os players que forem que passarão a liderar essa indústria, ela seguirá sendo uma indústria de … assinaturas.

As receitas provenientes de dados para uma parte das empresas do mundo de serviços não irá desaparecer em função das leis de controle da privacidade, mas tenderá a diminuir. Qual a saída? Assinaturas.

Para onde você olhar à sua volta, irá perceber que um novo serviço de assinatura está nascendo. Seguirá sendo uma grande opção para publishers, games, distribuição de conteúdo em geral, mas também uma opção para o varejo, o e-commerce e até para fabricantes que tenham operações DTC. De produtos os mais variados e diversos.

Pode até ser que haja um possível patamar de saturação desse mercado e dessa opção de receita e venda, mas ela, aparentemente, está ainda bem longe de ser atingida.

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