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Como a criação sobrevive num mundo afogado em dados e tecnologia?

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Como a criação sobrevive num mundo afogado em dados e tecnologia?

O presente e o futuro são e serão um parque de diversões de novas possibilidades para todos os criativos que abraçarem a inovação

12 de abril de 2021 - 13h16

(Crédito: DrAfter123/ iStock)

Houve um momento, ali atrás, em que as áreas de criação das agências tentaram resistir ao fato de que o mundo da comunicação e do marketing passaria a viver afogado em dados e em novas tecnologias. E que, cada vez mais, palavrinhas antes estranhas à sua atividade, como programática e performance, passariam a ser cotidianas expressões de uma realidade inevitável, que podemos chamar aqui, genericamente, de transformação digital.

Aparentemente, gostando ou não, os profissionais de criação mais e mais percebem já agora que essas são as novas inevitabilidades do mundo da publicidade e de suas vidas como profissionais de criação. E que essa nova realidade não só não tem volta, como deve se diferenciar mais e mais no futuro.

O que talvez muitos não tenham ainda percebido é que isso não é necessariamente ruim e que, ao contrário, pode ser um dos momentos mais ricos da criatividade sempre única desses profissionais. Para colocarem em prática, como nunca, seu talento de imaginar soluções criativas nas mais diversificadas situações e desafios do job. 

A grande diferença é que agora não mais apenas nos canvas e ambientes antes totalmente dominados, como os das mídias tradicionais, mas num mundo em tudo é canvas e a criatividade, portanto, pode estar em todas as partes, de formas cada vez mais abertas e variadas. E em canais os mais diversos, abrindo um espectro sem fim de novas possibilidades para a originalidade daqueles que tem na originalidade seu oxigênio e seu gênio transformador.

Não, não é fácil essa adaptação, mas ela contém mais fascínio do que limitações.

Anos atrás, o Mario D´Andréa, como presidente da ABAP, me contratou para fazer um road show por algumas unidades regionais da entidade, em alguns estados brasileiros, falando exatamente desse tema. Ou seja, a criação publicitária num mundo transformado pelas novas tecnologias.

Meu storytelling era muito simples: como diria o Profissionais do Ano, da Globo, nada substitui o talento. E mais: que não importa que máquina apareça, a criatividade humana será sempre um asset único de humanos. E mais: que não importa quantas novas tecnologias apareçam e quais novos canais surjam, a criatividade da comunicação publicitária será sempre necessária para produtos, companhias e marcas. Fim da palestra.

E fim do raciocínio aqui.

Caros profissionais de criação, acreditem: o presente e o futuro são e serão um parque de diversões de novas possibilidades para todos os criativos que abraçarem a inovação e a transformação pela qual passamos como uma gigantesca oportunidade de transformarem-se e evoluírem a si mesmos. Não mais apenas para o filme de 30, mas para uma infinidade de novas linguagens e ambientes de comunicação ao redor dos quais os consumidores se aglutinam.

Eles estão lá aguardando por vocês. E a recompensa de pensar assim será como todas essas novas possibilidades: sem fim. 

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