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Pepsico investe em startups. Você devia copiar.

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Pepsico investe em startups. Você devia copiar.

As startups são e seguirão sendo, sem sombra de dúvida, o celeiro das grandes inovações por vir

29 de abril de 2021 - 6h00

(Crédito: Blacksalmon/ iStock)

Escrevi certa vez artigo no Meio & Mensagem cujo título era algo como … “não investir em startups é meio burro”.

Continuo acreditando na essência do título. Hoje talvez ainda mais do que quando primeiro o escrevi. Eu e, felizmente agora, muitas outras corporações. Era para elas meu recado. Elas que, mais do que possivelmente todas as demais empresas do mundo, precisam inovar para não serem engolidas, como já estão sendo, por uma startup nascida numa garagem qualquer ali da esquina, que desenvolveu uma solução mais simples, ágil e inteligente para resolver problemas que elas, as corporações, não conseguem mais resolver com a velocidade e flexibilidade que o ambiente competitivo contemporâneo impõe.

A Pepisco parece que aderiu ao movimento e semana passada anunciou que está investindo séria e estruturadamente em startups para se colocar em linha com os atuais desafios do mundo digital. 

Seu Pepisco Lab, unidade de negócios focada nessa empreitada, foca em experiências virtuais e novos métodos de integração de produtos com seus usuários e consumidores através de tecnologias digitais.

A iniciativa nasceu há dois anos e é worldwide, vale startup de qualquer lugar do mundo. Inteligente isso: as soluções estão em todas as partes, não mais perto do quintal de casa. A pandemia parece ter acelerado o programa e seus benefícios imediatos e a avaliação de seus gestores, como deu conta a mídia especializada de marketing dos EUA, conquistas que eram esperadas para anos, começaram a aparecer em poucos meses.

O PepsiCo Labs segue um manual de quatro fases em sua busca por novos empreendimentos: oportunidade, descoberta, piloto e escala. Uma pequena equipe que inclui os responsáveis por tecnologia e inovação da corporação, primeiro faz pesquisas com lideranças de negócios de toda a PepsiCo para identificar desafios compartilhados entre as marcas da organização. A seguir, a unidade fala com dezenas de empresas de capital de risco e empreendedores para identificar os parceiros de inicialização certos, trabalha com esses parceiros em programas piloto e, em seguida, dimensiona as ofertas de maior sucesso.

Centenas de startups podem ser consideradas na corrida em um determinado ano, mas apenas um punhado geralmente chega às etapas finais. O processo, no total, normalmente leva de seis a 10 meses, dependendo da inicialização em questão.

Isso é bem legal. Como já disse, iniciativas como essa começam a se tornar mais habituais nas grandes empresas, algumas com avançados programas como os da Pepsico, também aqui no Brasil, aliás.

As startups são e seguirão sendo, sem sombra de dúvida, o celeiro das grandes inovações por vir. Quem não estiver com elas, será disrompido por elas. Simples assim.

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