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Marcas não podem apenas se aproveitar da diversidade

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Marcas não podem apenas se aproveitar da diversidade

Vidas e comportamentos reais não são elementos de storytelling

23 de junho de 2021 - 6h00

(Crédito: Circle Creative Studio/ Instock)

O alerta está, originalmente, em artigo do The Drum inglês sobre o risco do utilitarismo das marcas ao embarcar na revolução da diversidade que vivemos em nossas sociedades. O título vem de um chamado trans: “You can´t just capitalize us!”. Ou porque as marcas precisam ir além do marketing e ter responsabilidades reais sobre sua relação com o talento e o público trans. (Leia original aqui.)

Mas não são apenas os trans a questão. Ela se estende ao longo de todo o espectro alfabético – e humano, na vida real – dos públicos LTBTQIA+. 

Não é fácil ser real no mundo real, quando se trata de marcas. Os retratos da vida real de Dove abriram um caminho nesse âmbito e a marca assumiu um compromisso inteiro com sua premissa marqueteira, alinhada com a igualdade e direitos da mulher.

Mas vemos hoje comerciais preocupados em colocar todos os espectros amplos e ricos da diversidade humana real em suas cenas politicamente corretas, em que os “diversos” contracenam felizes, consumindo este ou aquele produto. Slices da vida, como os comerciais de margarina dos anos 80. Tudo meio fake, para parecer real.

Parece que a propaganda não aprende. Repete de novo o erro que a levou a ir perdendo relevância e crédito, notadamente nos anos mais recentes da pós-verdade e da exponencialidade da comunicação digital.

Sociedades e consumidores não pactuam mais a falsidade das marcas para parecerem o que não são.

Ou é real ou se manca e não entra nesse jogo. Que aliás, de jogo não tem nada. 

Vidas e comportamentos reais não são elementos de storytelling. Não há mais meio compromisso: ou são de verdade ou é tudo descarada, inapropriada e nada bem vinda … mentira.

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