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Investimentos em social influence media seguirão em destaque

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Investimentos em social influence media seguirão em destaque

As pessoas consomem mais e mais vídeos e seguirão consumindo

29 de julho de 2021 - 6h00

(Crédito: BRO Vector/ iStock)

Veja, não é social influence media. Vou explicar a diferença mais adiante. Queria, antes, fazer um disclaimer.

O pessoal insiste em fazer projeções levando em conta o impacto da pandemia e tem se esquecido de levar em conta que projeções devem ter em conta também, além do que ficará como legado das transformações provocadas por ela, os cenários que virão independentemente dela.

Entendamos que, mesmo que uma endemia do vírus permaneça entre nós, assim como convivemos hoje com as variantes dos vírus SARS, por exemplo, que a vida vai seguir e que nem só de vírus devem viver as projeções. Vírus são um viés e uma parte, mas não são o todo.

Feito esse disclaimer conceitual importante, em minha opinião, vamos ao que nos toca aqui, que são as projeções de investimentos para este ano em mídia e, com elas, as ilações que podemos retirar daquilo que nem sempre os números revelam com clareza.

Leia com atenção este gráfico abaixo, do eMarketer:

(Crédito: Reprodução/eMarketer)

Nele, vemos que houve um comportamento devido diretamente ao vírus e outro que aponta para um cenário diferenciado, em que se espera que as economias retomem ritmos anteriores a 2020. Isso é prioritariamente o que mostra esse gráfico, mas ele mostra bem mais que isso.

Vejam onde estão concentradas as verbas. O blockbuster de sempre, com pandemia, antes da pandemia, depois da pandemia, se não tivesse pandemia, enfim, não importa a tal pandemia, é o vídeo. Isso era já perceptível antes e seguirá perceptível nos anos que virão.

É uma característica da internet. Ponto. As pessoas consomem mais e mais vídeos e seguirão consumindo

Mas considero ainda mais revelador que isso, o que vem logo abaixo. Some as projeções de expectativa de crescimento de investimentos nos itens Social Media Stories (o segundo blockbuster do momento), social media newsfeeds e branded content shared by influencers, e você terá um quadro do que eu chamaria de Social Influence Media, que está lá no título. Isso congrega a força das mídias sociais, com seu poder de distribuição de conteúdo tanto de informação, quanto de entretenimento, além, é claro, do poderoso canhão dos Stories. Tudo isso é um bloco só, um patamar, um setor, se podemos assim chamar. Anabolizado pelo social.

E o que isso revela?

Revela que serão ainda as redes sociais que comandarão a influência junto aos consumidores, usuários e seguidores, como também serão elas que nortearão a tendência de crescimentos dos budgets de marketing e mídia nos próximos anos, junto com o vídeo (sendo que, em muitos casos, o vídeo está dentro desses conteúdos e compartilhamentos… mas não vamos complicar demais o raciocínio aqui).

As marcas seguem identificando nesse setor, em que as cadeias de mídia social, misturadas a geração e difusão de conteúdo, com influencer marketing complementando tudo, uma de suas mais vigorosas fontes de resultados, potencial de engajamento e geração de atenção.

No âmbito específico dos stories ads, todas as grandes redes sociais têm agora sua versão para esse formato matador e de crescente preferência da galera. Destaque para a geração Z. E isso vai continuar crescendo e a disputa entre elas se acirrando ainda mais.

O lado igualmente revelador desse quadro acima são os últimos itens da lista, com as grandes plataformas de mídia do passado indo cada vez mais e mais para o passado mesmo.

Veremos o streaming crescer mais ainda do que esse gráfico mostra, mas isso é assunto para outro post.

Além do óbvio vídeo, fique com a tendência do Social Influence Media. Pode apostar nela. Vai ser difícil errar.

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