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Marketing is a Story

Para a criatividade não há fórmulas. Há que se acreditar que a maior força desse poderoso instrumento de vendas está mesmo na construção de ambientes em que a criatividade seja a rainha

27 de outubro de 2021 - 6h00

(Crédito: Reprodução)

Roubei descaradamente o título deste artigo do Michael Baer, colaborador do Marketing Insider/Media Post. O texto dele defende que a lógica e a estratégia de marketing deve ser considerada, planejada e executada como quem escreve um livro ou conta uma história. Embora não seja nada nova essa abordagem, o artigo dele segue sendo bem legal.

A abertura do texto do Baer é matadora. Veja que legal: “Atualmente, muito se fala sobre a importância da narrativa no marketing (marketing storytelling), o que considero um desenvolvimento muito bom. As histórias são poderosas. Eles são a maneira como os humanos entendem o mundo desde a pré-história. E não há maneira melhor e mais poderosa de transmitir sua comunicação e persuadir do que com uma história. Mas a história é mais do que um veículo para cada comunicação individual, execução, reunião de argumentos de venda ou apresentação de pesquisas. Toda sua estratégia de marca também é uma história. E precisa fazer sentido ao longo do tempo, na mídia e nos veículos e nas iniciativas como uma história coerente. Caso contrário, você corre o risco de ter uma marca esquizofrênica”.

Indiscutível, não é? Aí, ele passa a dar dicas de como “escrever” esse livro. Ou construir sua estratégia de marca mais abrangente, como ele propõe. Lá embaixo, coloco um link para você ler a íntegra do excelente artigo do Baer.

Da minha parte, gostaria de acrescentar meus five cents.

O mundo ficou complexo para contarmos nossas histórias. Saímos da pré-história, em que contávamos histórias em torno de uma fogueira na savana, e os poucos ao redor ouviam, para um universo hiper-conectado por uma malha sem fim de redes superpostas compondo um overload de histórias cruzando o Planeta de ponta a ponta, num livro sem páginas em sua narrativa caótica virtual.

Num mundo assim, contar histórias coerentes e conquistar atenção é uma tarefa insana. 

Missão impossível? Sim e não.

Impossível obter a atenção como nossos antepassados lá na fogueira. Mas totalmente possível destacar-se do ruído desde que sua história seja melhor e mais atraente do que as outras. Imperdível. Única. Bela. Envolvente. Arrebatadora.

E como se constroem histórias assim? Do mesmo jeito que nossa centenária história na propaganda e no marketing sempre nos ensinou: com criatividade.

Num mundo digital overloaded pode-se ter a (falsa) impressão de que são os dados que comandam as ações e será através deles que contaremos as histórias mais eficientes.

Absoluta meia verdade.

Num ambiente caótico, só os dados conseguem acertar a mira precisa de quem deve, de forma única, ouvir nossas histórias. Sem máquinas, hoje, nossas histórias cairão no vazio. É o tal do data driven storytelling.

Mas a fascinação não vem dos dados. Nem o envolvimento. Nem o enlevo. Nem a indução ao sonho e à imaginação. E esses são os elementos das melhores histórias que conhecemos.

A originalidade das ideias únicas e envolventes segue sendo o melhor roteiro para qualquer história de marketing. Ou você encanta ou se perde no espaço sem fim do overload.

Acrescento que é uma ilusão tola imaginar que o ambiente digital não é o lugar ideal e propício para a criação e difusão das melhores histórias criativas do marketing. Bobagem.

O ambiente digital tem até mais recursos de linguagem e envolvência do que os ambientes historicamente clássicos das boas histórias do passado.

No dia em que o marketing deixar de ser criativo e inspirador, deixará de contar histórias que valem a pena. E nesse dia, o marketing morreu, porque perdeu sua maior razão de existir.

Para a criatividade não há fórmulas. Há que se acreditar que a maior força desse poderoso instrumento de vendas está mesmo na construção de ambientes em que a criatividade seja a rainha. A mais respeitada e venerada deusa. 

Aí o segredo das boas histórias.

E acabei de contar a minha.

(*) Para ler a íntegra do artigo do Michael Baer, clique aqui.

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