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Contrate especialistas tech para o seu Conselho

E deixe o futuro sentar na sua mesa

15 de dezembro de 2021 - 14h00

(Crédito: MF3d/iStock)

Já comentei que entendo fundamental a diversidade para os conselhos empresariais de hoje em dia. Isso porque homens brancos podem até saber muita coisa, mas jamais saberão identificar e interpretar, por não terem vivido, os valores, expectativas, desafios e situações de quem não é homem e branco.

Mulheres, negros e todos as demais variantes da nossa tão rica e diversifiicada sociedade contemporânea precisam porque precisam estar representados nos conselhos. Me parece no brainer.

Temos visto casos emblemáticos em que essa percepção começa a ser empregada na prática, mas quero aqui, numa linha parecida, alertar os conselhos para algo não menos indiscutível: é preciso ter especialistas de tecnologia nos conselhos hoje. Entendo que poderia concluir aqui este texto, por óbvio, mas vou um pouquinho mais adiante, para quem não entendeu o que deveria ser indiscutível.

O mundo contemporâneo é integralmente movido por tecnologia. Não há atividade humana, nem empresarial, que não seja hoje anabolizada ou integralmente acelerada e viabilizada pela tecnologia.

Um Conselho que não tenha especialistas em tech vai comer bola atrás de bola, porque neste âmbito de poder das empresas, em que decisões importantes e vitais para o destino das companhias são tomadas, não contar com o approach de quem conhece tecnologia de perto e consegue enxergar pelo menos um pouco para onde vai o futuro, é de uma miopia sem tamanho.

A ideia de escrever sobre isso veio de uma conversa com meu amigo Ricardo Cavallini, que é um desses especialistas em tech e futuro, após constatar que skills como os que ele tem e domina não tem assento nos conselhos das companhias. Ele e eu ficamos surpresos e inconformados com isso, daí este texto.

Os conselhos entendem-se, usualmente, como instâncias superiores em que um conjunto de pessoas com conhecimento e bagagem fora do habitual e de alta qualificação, se reúne para deliberar sobre prioridades e determinações que têm o poder de mudar, muitas vezes, os destinos do negócio. Tudo certo, é isso mesmo.

Mas há um véu de caretice, obsolescência e naftalina no conceito de constituição de conselhos, que rescende a antigo, preconceituoso e ultrapassado. Caretões reunidos vão tomar decisões caretonas, que não servem mais num mundo que só atropela caretas.

A experiência é bem vinda. A sabedoria de jornadas constituídas é bem vinda. Mas sem contemporaneidade, os conselhos se deixarão atropelar por uma realidade que é tecnológica e exponencial.

Bom, voltando ao óbvio: contrate especialistas de tecnologia para o seu Conselho. E deixe o futuro sentar na sua mesa.

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