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892 marcas financiam sites de desinformação eleitoral e nem sabem disso

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892 marcas financiam sites de desinformação eleitoral e nem sabem disso

Estimativa é que essas empresas investiram juntas US$ 2,6 bilhões anuais nesses sites de desinformação

11 de janeiro de 2022 - 6h07

Dados publicados na semana passada pelo NewsGuard mostram que 81% dos 113 sites dos EUA conhecidos por espalharem desinformação eleitoral após a eleição presidencial de 2020 ainda o fazem. E que 892 grandes marcas estão financiando esses sites neste início de ano, por meio da compra programática de mídia digital, de acordo com dados do Moat Pro, uma ferramenta de inteligência publicitária da Oracle. A estimativa é que essas empresas investiram juntas US$ 2,6 bilhões anuais nesses sites de desinformação.

As notícias desses sites incluem a divulgação de falsas alegações sobre a eleição passada nos EUA, incluindo notícias sobre o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio.

Infelizmente, é uma velha notícia. Ano novo, notícia antiga. Não é de hoje que isso acontece.

Quando solicitado a citar os anunciantes, Gordon Crovitz, co-CEO da NewsGuard, em um e-mail para Data & Programmatic Insider, se recusou a nomeá-los individualmente, mas disse que sua empresa oferece aos que veiculam anúncios uma avaliação gratuita de onde seus anúncios são veiculados.

“Como você sabe, muitos anunciantes não percebem onde seus anúncios estão sendo veiculados e ainda assumem erroneamente que seus provedores de segurança de marca legados os estão protegendo”, escreveu Crovitz por e-mail.

Quase um ano depois, o problema ainda existe globalmente. O NewsGuard descobriu que metade dos sites europeus identificados como divulgando desinformação eleitoral no ano passado continuam a fazê-lo hoje.

O NewsGuard identificou 159 sites entre o dia da eleição em 3 de novembro de 2020 e o dia da posse — 20 de janeiro de 2021 — que espalharam falsas alegações sobre a eleição. Os detalhes são anotados no Centro de Rastreamento de Desinformação Eleitoral de 2020 da empresa.

Relatórios amplamente divulgados no ano passado descrevem como os sites de desinformação são financiados por receitas de publicidade programática, incluindo um relatório do NewsGuard e da empresa de medição de mídia Comscore.

O mundo da mídia programática, que é responsável pela maior revolução e otimização de investimentos em mídia de toda a história da propaganda, traz junto consigo esse viés intolerável e é impressionante como os anunciantes ainda comem essa bola.

Desinformação eleitoral é só um pedaço do problema, que inclui adicionalmente sites cujos conteúdos contém as maiores barbaridades online que a banda podre da humanidade produz. E as marcas lá, bancando tudo isso.

Burro e nojento, a um só tempo.

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