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Como usar: o eterno dilema dos dados

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Blog do Pyr

Como usar: o eterno dilema dos dados

Alguns profissionais de agências e anunciantes insistem em afirmar que não têm os dados que precisam para tomar suas decisões, mas isso não é mais verdade

3 de março de 2022 - 15h10

(Crédito: Rawpixel/ Shutterstock)

Cerca de 90% dos dados disponíveis no mundo hoje foram gerados nos últimos dois anos. E os volumes só vão aumentar daqui em diante.

Ainda há profissionais de agências e anunciantes que insistem em afirmar que não têm os dados que precisam para tomar suas decisões. Isso faz tempo não é mais verdade. O que é verdade nessa afirmação é que tanto dado assim pode ser virtualmente inadministrável, o que é quase a mesma coisa que não ter o dado que se precisa, do jeito que se precisa e na hora que se precisa para a geração de insights. 

Esse é o lado dos gestores de dados. Mas tem o lado ainda mais importante, que é o lado dos consumidores e usuários, que para facilitar, vou chamar aqui de clientes.

Pois os clientes estão cada vez mais exigentes no que tange a saber o que se faz com seus dados. E o que pesquisas apontam é que a esmagadora maioria deles não tem ideia para que seus dados servem, como são usados e o que efetivamente eles estão ganhando quando preenchem os cada vez mais longos cadastros de informação.

Os formulários médios de anos atrás tinham 6 campos a serem preenchidos. Hoje a média é mais de 10. e para que?

Para os gestores de dados, mais informação. Para os clientes, mais encheção de saco, sem aparente vantagem que compense o tempo gasto e a abertura de informações particulares, que só a eles pertencem.

A empresa especializada norte-americana Simon Data divulgou seu relatório State of Data 2022, em que captura exatamente esse sentimento por parte tanto dos donos dos dados (de que tem dados em demais e se perdem com isso), quanto dos clientes, que se preocupam como estão sendo usados seus dados, além de questões de privacidade. 

Pois há soluções para ambos os problemas.

No caso dos clientes, na verdade, trata-se de uma excelente oportunidade.

Se agências e anunciantes perceberem que quanto mais informações derem a seus clientes sobre o que andam fazendo com seus dados, mostrando-lhes explicitamente as vantagens dessa troca, certamente eles ficarão mais satisfeitos, a marca fica positivamente percebida e a eficácia para ambos os lados se incrementa. Todo mundo ganha.

No caso dos gestores de dados, trata-se de parar de ter inúmeras origens de dados de forma desalinhada e não centralizada. Centralizada no cliente. Cada cliente é único e a gestão de cada um deles tem que ser feita de forma omni, integrada e contínua.

Difícil? Médio. As plataformas para isso estão mais do que disponíveis. Falta talvez mais conhecimento e vontade do que exatamente budget. Já que falta de tecnologia e disponibilidade de dados, definitivamente, não é.

 

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