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A insustentável leveza do ser publicitário ou a história dos 3 porquinhos

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A insustentável leveza do ser publicitário ou a história dos 3 porquinhos

Acredito fortemente que Facebook + Google terão mais investimentos de publicidade no Brasil que a TV Globo...em 2018.

27 de julho de 2016 - 10h12

Por Marcelo Lobianco (*)

Acredito fortemente que Facebook + Google terão mais investimentos de publicidade no Brasil que a TV Globo…em 2018.

Eu era comercial do iG em 2011, quando senti minhas receitas secarem no segundo semestre daquele ano. Era a chegada do Facebook no mercado publicitário brasileiro, decretando o fim do modelo dos portais. Atualmente com mais de 102 milhões de usuários e crescendo, uma incrível base de dados e formato publicitário de alto impacto, o Face desfila a perfeita combinação de branding e performance. Mas antes disso, com a entrada do Google em 2004, os jornais e revistas começaram a minguar. You Tube veio depois trazendo plataforma de vídeo e agora, os youtubers celebridades.

A internet deixou de ser nicho para ser mídia de massa e apesar de apenas 60% de penetração, o tempo de uso é crescente, sendo o celular a porta de entrada do digital para muita gente. O próximo segmento a sofrer queda de investimento publicitário serão as pay tvs. Se defendiam pelo público qualificado e hoje, é quem mais sofre com a falta de cobertura de seus pouco mais de 18 milhões de assinantes. Nicho né ?

A internet comercial data de 1995, considerado marco zero da entrada de Amazon e eBay. Sofremos durante muito tempo e continuaremos ainda a penar na luta de uma conexão decente e de baixo custo, seja ela na banda larga ou no celular. Mas Netflix continua crescendo, Snapchat idem, o Instagram anunciou esta semana que têm 35 milhões de usuários no Brasil e You Tube vai começar a produzir conteúdos de qualidade. No país da novela das oito, o mercado publicitário passa a sofrer a mais profunda mudança em seu modelo de negócio.

Têm aquelas agências que ainda fingem que nada está acontecendo. Outro tanto de gente diz que inova, trás um monte de conceito enlatado mas continua fazendo do mesmo jeito. Mas têm aqueles que passam a investir em estrutura e pessoal, curva de conhecimento e cobrando por homem / hora. Cai a margem, mas mantém o cliente. Os novos ventos vão mostrar quem vai parar de pé.

(*) Marcelo Lobianco é CEO da AG2 Nurun

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