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Quem você contrata: profissional de Marketing ou de Data Analytics?

O profissional de Data Analytics tem papel fundamental nesta nova fase do CMO. O controle de dados tornou-se chave para o seu sucesso. Ele auxilia no plano estratégico do negócio, em como entender os canais, conteúdos e como se relacionar com o consumidor moderno.

ProXXIma
26 de julho de 2017 - 9h16

Por Thiago Mei (*)

O marketing orientado a dados, impulsionado por novas tecnologias, tornou-se um foco crescente para aceleração e desenvolvimento de negócios estratégicos, mas isso vai contra a tendência tradicional de planejamento criativo do mundo do marketing e representa um novo desafio para os CMOs (chief marketing officer).

Há também a linha da conectividade como a principal característica do consumidor moderno que, a todo momento, compartilha e dissemina informações sobre seus hábitos e interesses dentro do meio digital, seja em suas redes sociais ou em buscas na web, por exemplo. São marcas, pessoas e produtos se conectando a todo momento!

Por tais razões, as disciplinas também estão cada vez mais conectadas. Marketing e Data Analytics hoje andam lado a lado. É a inteligência para lapidar dados e gerar análises comportamentais, e o planejamento de marketing para encontrar novos caminhos e ser mais relevante para o negócio.

De acordo com uma pesquisa recém-feita pela agência de conteúdo eMarketer, os profissionais de marketing de diferentes partes do mundo colocam em sua lista de prioridades da área de tecnologia a categoria de big data (+ de 54% dos entrevistados), assim como proteção e segurança de dados coletados (+ de 37% dos entrevistados), como ações essenciais para o avanço dos negócios em 2017.

 

Ou seja, há claramente um “ajuste” no mind-set (ou um “movimento disruptivo”) no papel do novo CMO, que passa a usar dados para mirar na audiência, criar valor e ser mais estratégico sob o ponto de vista do negócio.

Chegou o momento de valorizar Attribution Model, Lifetime Value e Customer Experience!

O novo CMO busca mais soluções e plataformas tecnológicas que o apoiam no seu dia a dia e nas suas decisões. As tecnologias passam a direcionar as ações estratégicas para o negócio. É o que diz outra pesquisa também feita pela eMarketer, em que o technology driven atua em mais de 65% em ações estratégicas do negócio, como campanhas de marketing personalizadas, inovação de produtos e a experiência do consumidor como um todo.


 

Em paralelo, mas caminhando junto, o profissional de Data Analytics tem papel fundamental nesta nova fase do CMO. O controle de dados, por exemplo, tornou-se palavra-chave para o sucesso. Ele interfere no plano estratégico do negócio, ajudando a entender quais canais, com quais conteúdos e em quais fases da jornada do consumidor moderno o plano de negócio deve atuar.

O profissional de Data Analytics entende que dados são comportamentos e que, se bem coletados e analisados, é função do novo CMO deixar de criar planos de marketing, mas elaborar verdadeiros planos estratégicos de negócio. O verdadeiro data-to-business!

Coragem para experimentar, testar e aprender com os dados coletados. Persistência e resiliência para maior assertividade em campanhas ou até mesmo na oferta de produtos e serviços.

Afinal, se tudo é mensurável, não há mais espaço para meias verdades. Temos que ser francos com nós mesmos e aceitarmos que os dados trabalham juntos para a geração de negócios e resultados. Trabalhamos os dados hoje para mudar a comunicação do amanhã.  E então, quem você contrataria: o profissional de marketing ou de data analytics?

 

(*) Thiago Mei é Digital Marketing Specialist, atuando há mais de 15 anos no mercado digital. Trabalhou em grandes players da Internet como Submarino.com e iCarros.com. Atualmente, é Co-founder e CMO da ZOLY, Consultoria de Marketing Services e Data Business.

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