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Existe vida inteligente no Spotify?

o meio mais eficiente para a criação e o aperfeiçoamento das conexões contemporâneas é a música, com sua capacidade quase mágica de criar contexto e harmonia em um universo caótico de 100 bilhões de neurônios -o cérebro humano, por si só vasto como uma galáxia.

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18 de agosto de 2017 - 11h20

 

Vítor Patalano (*)

Se o Planeta Terra fosse uma marca, como ela deveria se comunicar? Uma breve análise da Big Data do Cosmos pode nos ajudar com essa resposta. De acordo com a projeção dos últimos dados colhidos pelo telescópio Kepler, cerca de 60 bilhões de planetas seriam capazes de abrigar vida inteligente, apenas na Via Láctea.

Considerando que existam 100 bilhões de galáxias no universo observável, estima-se um total de 6.000 bilhões de bilhões de planetas habitáveis (6.000.000.000.000.000.000.000), ou 6.0e21 em notação científica.

Põe Big Data nisso.

Em face de tamanha audiência, como nosso pequeno ponto azul poderia se posicionar no universo, comunicando sua essência da forma mais sucinta e eficiente possível?

Pode parecer retórica, mas isto já foi feito na prática.

Em 1979, os engenheiros da NASA, responsáveis pela divulgação da nossa marca mais valiosa, uniram uma obra-prima da ciência, a sonda Voyager, a diversas obras-primas de artistas e decidiram usar o som e a música (com uma ajudinha da gravidade) para o lançamento da Terra no espaço.

Para cumprir a missão, acoplaram à Voyager -o veículo, um disco dourado -a mídia, com todos os sons e músicas -a mensagem da Terra; do canto dos pássaros às canções dos Beatles, os mais representativos samplings do planeta foram embalados e lançados do Cabo Canaveral para o infinito e além.

Trinta e oito anos depois, a Voyager já ultrapassou a fronteira do sistema solar e segue em sua longeva campanha pelo espaço em busca de um público que seja tocado pelas ideias que ela comunica e pela memória afetiva codificada em ondas sonoras que ela carrega, junto com o sonho de fazermos contato.

Não é este o sonho de todas as marcas? E o que a sua marca pode aprender com o maior case de comunicação da história?

Pode aprender que, para ser ouvida e notada em meio a 4.5 mil Exabytes de sons, imagens, textos e números que inundam os espaços públicos e privados, reais e virtuais, ela precisa:

​1) fazer uma análise permanente dessa astronômica quantidade de dados disponíveis;
​2) criar uma conexão emocional relevante com seu público a partir da filtragem precisa desses dados de acordo com seu perfil;
​3) aprender com essa experiência para melhorar a performance e aprofundar essa conexão com o tempo.

E o meio mais eficiente para a criação e o aperfeiçoamento destas conexões é a música, com sua capacidade quase mágica de criar contexto e harmonia em um universo caótico de 100 bilhões de neurônios -o cérebro humano, por si só vasto como uma galáxia.
Portanto, para que a sua marca seja capaz de enviar esta sonda para dentro dos corações e mentes dos seus consumidores, é fundamental que ela promova a conexão entre engenheiros e artistas, da mesma forma que a NASA se juntou aos Beatles.

Se o quinto Beatle era o produtor, o sexto Beatle é o engenheiro. Porque cientistas de dados são os novos rockstars. E são eles que podem levar sua marca, literalmente, às estrelas.

(*) CEO da produtora VOCODER

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