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Temporada de compras: o que o mobile tem a ver com isso?

Mobile Report, da MMA, aponta que as pessoas checam seus dispositivos móveis ao menos 47 vezes por dia

23 de novembro de 2017 - 17h23

(Crédito: Reprodução)

Por Alberto Pardo (*)

O momento mais quente do varejo brasileiro acontece com a chegada das datas como Black Friday, Cyber Monday e Natal. A expectativa, claro, é de que o protagonismo dos dispositivos móveis seja ainda maior do que nos anos anteriores. O último Mobile Report, da MMA, mostra que a preferência por acessar a internet via smartphone tem crescido ao longo dos últimos anos, passando de 68%, em 2016, para 78%, este ano, além do aumento da média diária de navegação na internet para 3h34 minutos.

Outro estudo realizado pela Deloitte e Ipsos, com mais de dois mil internautas americanos, aponta que as pessoas checam seus dispositivos móveis ao menos 47 vezes por dia. O mesmo estudo mostra que mais de 90% dos usuários utilizam os smartphones enquanto estão fazendo compras.

Esse contexto já é suficiente para entender a importância e o papel do mobile. É preciso reforçar, no entanto, que para obter sucesso nas pequenas telas dos dispositivos, as marcas devem explorar com maior profundidade as oportunidades permitidas pelo uso inteligente dos dados e da tecnologia. O consumidor está com o smartphone em mãos a todo instante e tem a expectativa de ser impactado por comunicações atrativas, pouco interruptivas, que promovam uma experiência relevante, dentro do contexto em que está.

Abaixo, destaco alguns pontos que devem ser considerados nas estratégias para turbinar as vendas dos varejistas e das demais marcas neste fim de ano:

1) Geolocalização — Ao utilizar o GPS, essa tecnologia mundialmente reconhecida permite impactar o usuário onde ele está e em tempo real, com segurança e transparência. São diversas oportunidades com esse recurso como uma estratégia de oferecer desconto para usuários que estejam em lojas concorrentes às de sua marca, ou mesmo em seu próprio varejo.

2) Geo audience — O histórico do deslocamento do usuário diz muito sobre seus interesses e hábitos. Esse recurso utiliza o GPS que gera e armazena dados seguros e transparentes, para serem utilizados na entrega de campanhas. Além de impactar de acordo com a localização em tempo real, uma estratégia vencedora tem sido identificar potenciais clientes com base nos locais que visitaram nos últimos 30, 60 e 90 dias.  Por exemplo, um usuário que frequentou concessionárias ou visitou estandes de imóveis.

3) Push notifications — Para se destacar na tela do usuário, é preciso apostar em formatos diversificados de anúncio. O push notifications é um formato matador pela capacidade de segmentação assertiva e de identificação do usuário onde ele está, conectando-o com suas necessidades de consumo/relevância, sem que precise estar navegando em nenhum site ou aplicativo.  O recurso foi o diferencial, por exemplo, da campanha “Bossa in Blue”, para a marca Johnny Walker.

4) Vídeos — Esse é o formato que mais tem crescido em consumo e engajado os usuários. No entanto, se a experiência for negativa, por exemplo, se o vídeo demorar a carregar ou a qualidade não for boa, o usuário se vai. Já existem soluções como o Instant-Play de Adcolony, parceria da Adsmovil, que permitem a compressão e o pré-carregamento de vídeos em segundo plano nos dispositivos móveis, garantido a reprodução automática, sem falha no carregamento, corte ou perda de qualidade, melhorando as taxas de conclusão e resultados efetivos em mobile.

5) Uso de DCO technology — Muito já se falou sobre como o mobile possibilita impactar as pessoas na hora certa, no momento exato e com a mensagem correta. E, de fato, com o uso adequado de dados e tecnologia, é possível colocar em prática esse conceito, com recursos como criativos dinâmicos (DCO technology), que entregam determinada peça de acordo com o local, horário e clima. Um bom exemplo é a campanha para a marca de café colombiana Juan Valdez, que disparava diferentes mensagens, por exemplo, sugerindo bebidas geladas quando a temperatura estava alta e vice-versa.

Apesar da relevância dos dispositivos móveis, muitas marcas ainda estão explorando as possibilidades do universo mobile de forma tímida. E você, vai ficar no nível básico ou ir além?

(*) Alberto Pardo é CEO e fundador da Adsmovil 

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