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As possibilidades são infinitas

Como as tecnologias exponenciais transformarão o futuro e trarão um novo sentido para bilhões de pessoas

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4 de maio de 2018 - 18h27

 

 

 

Marco Stefanini (*)

 

A participação no SingularityU Brasil Summit trouxe reflexões importantes para estimular a criatividade, a cocriação e a utilização da tecnologia para beneficiar o homem. A palestra de David Roberts, vice-reitor da Singularity University e um dos maiores especialistas do mundo em inovação, abordou o conceito de Leapfrog innovations, ou seja, pular para uma próxima etapa da evolução.

Para contextualizar, ele lembra a história dos telefones. Há algum tempo, investiu-se bastante dinheiro em sistemas para levar fios de telefones a vários cantos. Naquele momento, a América Latina ficou para trás. Quando houve a explosão do wireless, os fios já não eram mais necessários e o mercado precisou se movimentar para acompanhar o desenvolvimento das novas tecnologias. Na China, muitos jovens não tiveram computador e já pularam para o celular. Também não tiveram cartão de crédito e foram direto para os pagamentos digitais.

Neste mundo de tecnologias exponenciais, a probabilidade de pularmos fases é cada vez maior. E, ao contrário do que muitos pensam, a automação vai criar mais oportunidades do que tirar. Segundo Roberts, a ideia de que a automação pode roubar empregos das pessoas é um mito, pois os dados mostram que os países com menos automação têm maiores taxas de desemprego.

“Quando éramos agricultores, achávamos que as máquinas iriam roubar nossos lugares na fazenda. Isso realmente aconteceu. Mas surgiram novos trabalhos, que talvez sejam melhores do que os anteriores”, afirmou o especialista, que acredita que os robôs só vão acabar com os trabalhos que ninguém que fazer. “Quem nasce com vontade de trabalhar em pé numa fábrica?”, questiona o vice-reitor da Singularity University, para quem as máquinas vão libertar nossas almas para sermos mais humanos novamente.

A visão otimista sobre o futuro cria em todos nós uma nova esperança, que valoriza o papel das tecnologias disruptivas – Analytics, Inteligência Artificial, IoT e Machine Learning – no processo de transformação em várias áreas, seja na indústria, saúde, segurança, educação, exploração espacial, varejo e gestão pública.

As relações de trabalho também poderão ser aprimoradas com os robôs de teleconferência que se movem e “transportam” o usuário para qualquer lugar, garantindo maior interação entre as equipes, que poderão cocriar experiências, independente das distâncias que as separam.

O que move cada um de nós para a mudança é a definição de um propósito e a vontade de realizar algo com determinação. Em sua apresentação, a astronauta Ivonne Cagle afirmou que as possibilidades são infinitas. “Sigam a trajetória de seus sonhos. Um astronauta é qualquer um que se instrui a ser algo maior que si mesmo. Lance seus sonhos na lua ou para qualquer lugar além do que se possa imaginar”.

Para concretizar esses sonhos, é preciso também aterrissar, planejar e implementar mudanças que tragam abundância em todos os seus aspectos – mais oportunidades, quebra de paradigmas, agilidade, eficiência e felicidade. Como disse o presidente e cofundador da Dublin Inc., Larry Keeley, “as inovações não dependem somente de criatividade, mas do equilíbrio entre trabalho e disciplina”.

Um das maneiras de conquistar toda essa abundância é investir numa educação diferenciada, capaz de formar líderes e pessoas inovadoras que alcancem resultados ambiciosos para transformar o mundo. “Se você quer ser um bilionário, ajude um bilhão de pessoas”, enfatizou Peter Diamandis, cofundador da Singularity University, em vídeo apresentado na abertura do evento.

 

(*) Marco Stefanini é fundador e CEO global do Grupo Stefanini

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