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Soft Skills: a desculpa da sua demissão…

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Soft Skills: a desculpa da sua demissão…

Será que aprender uma nova linguagem de programação ou conhecer os novos procedimentos para obter uma determinada certificação é mais difícil? Não me parece, sinceramente.

Leandro Claro
28 de setembro de 2018 - 6h27

Por Leandro Claro (*)

A cada dia você se depara com um termo ou modelo de gestão que pode agregar algo para suas atividades profissionais e interpessoais. Desta forma, as análises dos atributos e competências pessoais, são colocadas a prova, através das suas atitudes, suas interações com os outros e com o mundo em seu redor. Ao longo da minha carreira no mercado corporativo e publicitário, fui analisando que estas competências caracterizam-se por não serem específicas para um “posto de trabalho” e podem ser úteis em qualquer área profissional, ao mesmo tempo que são valiosas, também, para melhorar e tornar a sua vida pessoal mais positiva. Uma das coisas que sempre me surpreendeu em relação a este tipo de competências é o nome que foi amplamente adaptado: soft-skills.

PORQUE SOFT?

Quem foi o expert que decidiu que este tipo de competência deveria ser denominada de competências simples? E porque é que nós continuamos a referir-nos a elas assim? Acontece que, paradoxalmente, as soft-skills são muito mais difíceis de treinar, ensinar e desenvolver que as hard-skills.

Como é que conseguimos colocar em uma pessoa uma atitude mais positiva? Ou saber trabalhar melhor em equipe? Ou comunicar-se mais assertivamente? Ou ser mais criativo?

Será que aprender uma nova linguagem de programação ou conhecer os novos procedimentos para obter uma determinada certificação é mais difícil? Não me parece, sinceramente.

Como se convence alguém que durante todo o seu desenvolvimento profissional, apresentou um modelo de gestão totalmente opressor, sem qualquer assertividade na comunicação e deseja – paralelamente – que a sua equipe atue mais motivada, com foco na entrega de qualidade e maior performance? É possível mudar um estilo de gestão e desenvolver um novo?

Como é que um “rato” de programação, que trabalhou a vida toda desenvolvendo um app em home-office, consegue adaptar-se a uma nova realidade, como trabalhar em equipe, para atingir melhores resultados?

Como é que um supervisor administrativo, que sempre se habituou a fazer escrupulosamente as tarefas que lhe eram pedidas, responde agora a uma realidade onde já não tem ninguém a dar-lhe as ordens minuciosamente e tem que saber responder criativamente e com iniciativa às questões que se lhe levantam?

Desenvolver soft-skills envolve muito trabalho, esforço, tempo, e até acompanhamento. Estas competências estão muito relacionadas com hábitos de comportamento e, como qualquer hábito, são muito difíceis de alterar. Simplesmente não é possível eliminar e adicionar a nova competência.

Não é fácil, não é instantâneo, não se aprende com livros ou lendo um ótimo artigo no Wikipedia, e definitivamente não é nada soft. Nada!

Eu prefiro chamar de Competências Comportamentais, ou Competências Pessoais e Interpessoais. Mas seja, chamemos-lhes então de soft-skills! Mas não por serem soft, sim por ser um termo já tão amplamente divulgado que é a forma mais fácil de as apresentar. Mas cuidado porque o nome engana. Aquilo a que chamamos de soft-skills são muito mais hard que se possa pensar. E importantes também!

Algumas soft-skills vão ter mais importância do que outras no futuro próximo. De acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, estas são as 10 habilidades intrínsecas que cada profissional deve ter até 2020.

PENSAMENTO CRÍTICO

Um exemplo de soft-skills importantes para o trabalho é a capacidade de questionar as diversas ações a tomar e as suas repercussões. Mais do que simplesmente executar, você deve questionar e saber o que realizar na sequencia, ter um “norte”.

CRIATIVIDADE

A criatividade é uma habilidade prezada em todos os campos. No mundo corporativo especialmente, onde é necessário encontrar soluções para resolver problemas com frequência.

COORDENAÇÃO

Um trabalho ou atividade coordenada, gera um profissional organizado que não se perde no meio das diversas tarefas e prazos. Este tipo de profissional dificilmente cede ao peso do stress constante.

NEGOCIAÇÃO

Uma qualidade intrínseca ao mundo corporativo é a negociação. Quem apresentar uma boa capacidade de negociação estará em vantagem no mercado de trabalho.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Uma boa dose de inteligência emocional é necessária no seu ambiente de trabalho, onde se lida com muitas pessoas e com diferentes cenários.

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Associado ao pensamento crítico, à criatividade e à tomada de decisões está a resolução de problemas complexos por parte do trabalhador. Pense nisso!

TOMADA DE DECISÃO

Todos os dias teremos novas decisões no trabalho, muitas vezes à pressa, a pressão, mas sempre medindo as vantagens e desvantagens de cada decisão.

FLEXIBILIDADE COGNITIVA

A flexibilidade cognitiva consiste em conseguir ir além do pensamento primário, automático, flexibilizando a memória e a percepção para elaborar interpretações alternativas e saber adaptar-se às diferentes situações.

ORIENTAÇÃO PARA SERVIR

A orientação para servir os outros é estimada sobretudo em trabalhos em que se lida diretamente com os clientes ou entre grupos – no movimento de Squads, por exemplo.

GESTÃO DE PESSOAS

Os melhores resultados são obtidos pela partilha de responsabilidades entre pessoas e pela gestão eficaz do trabalho. Vc não cresce e se desenvolve só…

(*) Por Leandro Claro, CMO da Youse

(*) Texto originalmente publicado no Linkedin do autor.

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