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Como os novos formatos de eventos estão ajudando as marcas a formarem comunidades em torno de seus valores

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2 de agosto de 2019 - 8h46

Por Tonico Novaes – Diretor Geral da Campus Party Brasil

“Aqui somos o que queremos ser”. Eis uma percepção bastante comum encontrada entre os participantes de eventos como a Campus Party, o PixelShow e a CCXP, entre tantos outros. Ela vai ao encontro de premissas que sustentam essa nova modalidade de experiência, que transcende completamente o velho modelo stand-palco-plateia. A nova proposta é gerar protagonismo e identificação no público, sobretudo entre os mais jovens (de espírito e não de idade cronológica).

A co-criação é, certamente, a característica mais marcante desse novo conceito. A ideia é permitir que as pessoas definam a melhor experiência de acordo com seus gostos, anseios e necessidades. As novas gerações – cada vez menos definidas por idade, mas sim por comportamento e atitude – anseiam por personalizar sua jornada dentro dos eventos e não mais serem conduzidas o tempo todo. 

Em uma época onde o imediatismo de reposta parece a prerrogativa natural, grandes eventos permitem que as comunidades recuperem seu bem mais valioso: o tempo. Por meio de programas e atividades pré, durante e pós, as comunidades começam a dispor de tempo dentro desses grandes festivais, o que no dia a dia é algo tão escasso. São infinitas as combinações possíveis hoje em dia entre trabalho x vida pessoal e essa realidade precisa ser dimensionada para que a experiência do público seja completa. 

É preciso, contudo, ter sensibilidade para co-criar uma grade de programação aberta e maleável, com uma oferta abundante e consistente de conhecimento e entretenimento para que todos se sintam contemplados e envolvidos – alguns já dão o nome a isso de ‘festivalização’, algo que parece ser do passado, mas tão em voga nos dias de hoje. 


Podemos fazer o paralelo com a constituição de mini-cidades, como se os locais onde os festivais estão sendo realizados de fato se transformassem, por um breve período de tempo, no habitat onde várias tribos possam conviver em harmonia e com tempo de sobra.

Chama a atenção, aliás, o ritmo como as comunidades rapidamente se formam nessas situações. Em uma Campus Party, por exemplo, onde o público tem a possibilidade de acampar por vários dias e conviver dia e noite, o senso de imersão e, consequentemente, pertencimento é extremo. Importante notar que esse vínculo não se esgota no evento em si, ao contrário, ali é apenas uma das etapas para o compartilhamento de ideias e perspectivas que, certamente, ajudarão a repensar e moldar o nosso futuro enquanto sociedade.

Muitas empresas e organizações já perceberam que atrelar suas marcas a festivais como esses pode ser um grande catalisador de oportunidades, em todos os sentidos. Querem se aproximar destas comunidades e montar seus bancos de dados por meio dos quais possam se comunicar de maneira mais efetiva; querem que membros dessas comunidades ajudem a pensar em soluções rápidas para problemas ou deficiências cotidianas, por meio de hackatons; querem recrutar talentos; querem testar protótipos. 


Entretanto, é preciso partir do pressuposto de que ‘o por que’, que diz respeito diretamente à causa e os valores incutidos na proposta de ativação, é o que realmente determina o interesse e, consequentemente, o engajamento dessas comunidades.

Legado, enfim, é a potência motriz que sustenta essa equação. Nessa nova era, o empoderamento, a geração de significados e o sentimento de ‘ownership’ devem permear todo o processo de concepção do festival para que ele realmente se transforme em uma experiência valorosa e que gere resultados para quem o organiza, para quem o patrocina e para quem forma a comunidade.

(*) Tonico Novaes é Diretor Geral da Campus Party Brasil

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