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Kindle 7 anos de Brasil: “Compromisso com a bibliodiversidade”

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Kindle 7 anos de Brasil: “Compromisso com a bibliodiversidade”

"Sabemos que brasileiros lêem, por isso, continuamos focados nos leitores e nos autores, os principais agentes da indústria, pois temos o compromisso de garantir que a bibliodiversidade cresça."

Pyr Marcondes
9 de dezembro de 2019 - 7h55

 

  

Já se passou mais de uma década desde sua aparição no mundo, 7 anos da chegada ao Brasil, e o e-reader Kindle, da Amazon, continua sendo referência de leitura digital, unindo tecnologia aos livros e criando possibilidades de interações.

Desde então, o Kindle passou a ser maior que apenas a família de e-readers, com os aplicativos gratuitos de leitura, para liderar o segmento de leitura digital rápida e de acesso ágil.

Nesta entrevista, o Country Manager de Kndle Brasil, Alexandre Munhoz, fala da busca pela democratização da leitura, no fomento a indústria literária fora dos meios comuns de distribuição, no incentivo a autores publicarem seus próprios livros e sobre os avanços tecnológicos da operação.

 

  1. Pode dar um overview da indústria do livro e sua relação com as mudanças de Kindle?

A indústria do livro existe há centenas de anos e nunca teve uma grande evolução do ponto de vista tecnológico. A grande mudança aconteceu com a leitura digital, porque permitiu possibilidades que antes não existiam. A principal delas é a facilidade com que as pessoas conseguem acessar um livro desejado. Também havia livros que desapareciam, o que chamamos de “livro morto”. Isso foi resolvido pela Loja Kindle. Qualquer obra que tenha saído de circulação pode ficar disponível para sempre no digital. O livro longe também não existe mais, estão todos perto, ao alcance de um download em até 60 segundos. A indústria do e-commerce ajudou a avançar essa barreira do consumidor online. Ainda assim, existe o tempo e o custo do frete, o que no eBook é praticamente instantâneo e mais barato.

 

  1. Houve um questionamento muito sério sobre o eBook “acabar” com o livro físico. Em que se baseava a certeza da Amazon de que isso não iria ocorrer?

O fascinante de trabalhar com Livro é a diversidade. Ele tem muitos formatos, gêneros e públicos. O público alvo de um livro é todo mundo que sabe ler. Nos grandes prêmios literários, o Prêmio Jabuti, por exemplo, há categorias que premiam capa, ilustração, projeto gráfico – porque afinal, tudo isso faz parte do livro, e a leitura digital não compete nisso. Existe uma diversidade tão grande que o eBook sempre foi algo para somar. A gente tem um compromisso muito sério com o livro, com a bibliodiversidade, com a indústria do livro e o crescimento do universo que gira ao redor do livro. Nossa experiência mostra que quando um cliente começa a ler no Kindle, ele passa a comprar mais livros também em formato físico. Assim, geram-se leitores mais engajados, cria-se o hábito e ele se expande para os físicos e toda sua diversidade. Posso dizer que a lógica e a inspiração para criar Kindle sempre foi: o que podemos fazer para melhorar a experiência do leitor? A premissa nunca foi substituir, e sim melhorar. A visão de Kindle é clara: oferecer todos os livros em 60 segundos e em qualquer lugar do mundo.

 

  1. Como está hoje o mercado de livros e eBooks e pra onde ele deve evoluir?

Falo por nós. Estamos muito felizes e otimistas com nosso crescimento. Continuamos a investir em conteúdo, catálogo e em experiência, e os clientes respondem. O Kindle Unlimited (programa de assinatura de Kindle com acesso a 1 milhão de títulos), por exemplo, tem se demonstrado uma importante fonte para trazer novos clientes e fazê-los conhecer novos autores. Sem a barreira de pagar a mais por um livro de um autor desconhecido e os algoritmos de indicação, que apresentam aos leitores com base no histórico de leitura autores que podem ter publicado por uma editora grande, pequena ou serem autores independentes, novos nomes ganham leitores – e dinheiro – com o Kindle Unlimited como nunca tínhamos visto antes.

 

  1. Como os selos se beneficiam da versão eBook de suas obras?

Uma vantagem lógica é que quando você oferece as duas versões, você aumenta o tráfego da página do livro. Não importa para nós qual formato o cliente vai querer. É ele que decide. O fato de existir os dois modelos traz muito mais gente para dentro daquela página, o que trará mais relevância ao livro, independente do seu formato. Além disso, se a editora só tiver a obra física, ela não poderá oferecer uma amostra do livro, que permite o equivalente àquela folheada quando estamos em uma livraria física, entrar no Prime Reading ou Kindle Unlimited, os serviços de assinatura de leitura digital, que são canais de negócio incrementais que se tornam cada vez mais relevantes. Por isso, vemos que as editoras continuam adicionando títulos nos dois formatos e nos programas de assinatura com eBooks.

 

  1. O surgimento da autopublicação na Loja Kindle (ferramenta Kindle Direct Publishing) libertou as pessoas interessadas em escrever da necessidade de editoras. Qual é o maior benefício do KDP para o mercado literário?

Além desse lado, de dar oportunidade de as pessoas escreverem e publicarem tem o fato de que o KDP releva autores.  Autores que não seriam descobertos sem o digital, inclusive para as próprias editoras. Um exemplo mais conhecido é o “50 tons de cinza”, que começou na autopublicação e girou outros mercados, como livros físicos e cinema. Você dá mais diversidade de títulos para os leitores e os autores conquistam seu espaço. O KDP também nos permitiu criar o Prêmio Kindle de Literatura, para a Amazon mesmo dar esse impulso a novos autores e obras inéditas. Já tivemos mais de 6.300 obras inscritas nas quatro edições do prêmio e ficamos muito felizes de saber que agentes literários e autores já contam com o prêmio, e que a editora Nova Fronteira, parceira nessa premiação, continua apostando que novos talentos serão descobertos com o Prêmio Kindle.

 

  1. Em termos gerais, como está o hábito do brasileiro em relação à leitura? Evoluindo?

Em nossa loja, vemos cada vez mais uma diversidade de gêneros e de clientes. São milhões de títulos em formatos físico e digital. Os aplicativos de Kindle para quem não tem o e-reader, por exemplo, são cada vez mais usados. Então a demanda existe. Quando é oferecida boa seleção, preço bom e boa experiência há sempre uma boa resposta do cliente. Trabalhamos nesses pilares e estamos felizes com os resultados. Sabemos que brasileiros lêem, por isso, continuamos focados nos leitores e nos autores, os principais agentes da indústria, pois temos o compromisso de garantir que a bibliodiversidade cresça.

 

 

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