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Governança de dados é a chave para a transformação digital no Brasil

Economias maduras já pensam no próximo passo além do Big Data e da inteligência artificial, indo além das formas tradicionais de automatização de processos para criar tarefas 100% automatizadas por robôs inteligentes.

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7 de fevereiro de 2020 - 7h24

 

Por Flavio Carnaval (*)

Falar de avanços tecnológicos no mundo, hoje, é sinônimo de expressões como “big data”, “analytics”, “transformação digital” e “disrupção”, que muitas vezes trazem em si a percepção de que algo muito complexo e abstrato está acontecendo dentro de diferentes companhias – cujo impacto é feroz e cada vez mais ágil.

Essa ideia não está totalmente errada, mas, trazendo o conceito para o cenário brasileiro, é possível perceber que a maior parte das empresas Brasileiras estacionaram, estão a dois passos atrás se comparadas às empresas do mesmo setor em países que são investidores altos em tecnologia, principalmente quando se trata do uso de tecnologias avançadas. Ainda se investe pouco do capital em inovação e o que se faz, certamente deve ter sido testado exaustivamente pelo mercado antes de ser adotado. Isso não quer dizer que o potencial de transformação não possa ser sentido no país, mas que existe um entrave essencial a ser superado antes que essa realidade possa se disseminar de forma homogênea: a governança de dados.

E o que isso significa? Na prática, que grande parte das companhias está investindo em ferramentas de TI inspiradas pelos resultados que podem trazer, mas, por falta de conhecimento ou experiência, fracassa. Para ter uma ideia, estimativas da Bain&Company mostram que a transformação digital só atinge êxito total em 12% das empresas. Isso está relacionado a diferentes fatores, é claro, mas há que se considerar o fato de que companhias ainda não sabem usar o potencial que seus próprios dados têm a oferecer.

Isso é possível porque grande parte das empresas – em todos os setores – ainda está organizando as informações que armazena, motivadas principalmente pela aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), cuja vigência no Brasil começa em agosto do próximo ano.

Independente dos motivos que levam as companhias a começarem a procurar e organizar os dados que possuem, a iniciativa em si é extremamente válida. Ela é a base para que as empresas possam começar a ter insights relevantes a respeito dos próprios produtos e serviços, além de observar o mercado com mais afinco e ter a possibilidade de reagir de forma cada vez mais assertiva.

Isso, é claro, repercute na sociedade. Hoje, economias maduras já pensam no próximo passo além do Big Data e da inteligência artificial, indo além das formas tradicionais de automatização de processos para criar tarefas 100% automatizadas por robôs inteligentes. Para isso, é necessário que cada vez mais pessoas tenham a capacidade de reunir os dados que são vitais para a organização e analisá-los de modo a tirar o máximo das informações obtidas.

Capacitação é a palavra de ordem nesse momento. Líderes precisam estar cada vez mais informados a respeito das tecnologias adequadas para cada empresa e, mais do que isso, precisam reunir times multidisciplinares, capazes de analisar, reunir e segmentar informações valiosas para, então, aplicar processos de tecnologias avançadas capazes de trazer resultados cada vez melhores. No Brasil temos uma dificuldade grande em obter mão-de-obra qualificada e estudos garantem que se não começarmos agora, desde o ensino médio preparando os jovens para o mundo digital e dos dados, teremos um blackout sério de recursos humanos para tocar estas tecnologias avançadas já nos próximos 3 a 5 anos.

Mas, é importante saber como tudo começa. Segue um roteiro breve que as empresas devem prestar atenção:

  • Uma estratégia clara sobre como do dado impacta o negócio e de que oportunidades queremos tratar;
  • Aportar esforço de forma inteligente identificando áreas relevantes, onde o impacto do uso do dado seja importante;
  • Imprimir contundência adequada e decidida pela organização para usar recursos, investimentos e o apoio da organização naquilo que faça sentido para o negócio;
  • Buscar parceiros de negócios, de tecnologia e de processos que aportem conhecimento para acelerar;
  • Ficar atento e buscar conhecimento vindo de outros setores que podem aportar relevância ao caso.

Como exemplo, a proposta de valor da Minsait é prover inteligência para gerenciar a cadeia de valor completa do uso dos dados permitindo implementar uma abordagem orientada, independentemente da maturidade das empresas, abordando facilitadores como estratégia, arquitetura, governo, cultura e talento, desafios tecnológicos (armazenamento, processamento, tratamento e exploração e disponibilidade de informações), além de recursos avançados de algoritmo, inteligência artificial e integração ao núcleo do negócio. Faz parte deste processo um grupo de profissionais altamente qualificados, com histórias de sucesso e produtos e aceleradores para facilitar a implantação de estratégias orientadas a dados.

Nesse ambiente, mais do que necessário, se adaptar é vital para que companhias possam sobreviver às transformações cada vez mais rápidas que o mundo digital proporciona. Estar preparado é apenas o início de uma gama de transformações pelas quais as empresas devem passar nos próximos anos. Em um mundo orientado por dados, saber reunir informações de maneira adequada e segura representa mais da metade do caminho rumo ao crescimento.

(*) Flavio Carnaval é head de Tecnologias Avançadas da Minsait, uma companhia Indra, no Brasil

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