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A revolução do pagamento instantâneo

O pagamento instantâneo, de serviços ou produtos, substitui o dinheiro e cartões (de crédito ou de débito) por celulares ou outros dispositivos eletrônicos, que concretizam as transações por meio da internet. A maior diferença é que a transferência é imediata.

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18 de março de 2020 - 7h37

Por Guilherme Verdasca (*)

 

Pense em quanto tempo você e sua empresa gastam com suas rotinas de pagamentos. Agora, imagine a comodidade de poder realizar uma transferência para qualquer conta, independente do banco ou fintech de pagamento, para pessoas físicas ou jurídicas, 24 horas por dia, sete dias por semana, diretamente de seu celular, com tarifas mais baixas e o dinheiro caindo na conta do beneficiário em cerca de dez segundos. Essa é a proposta que o Banco Central do Brasil está propondo e trazendo para a mesa, por meio do PIX, novo ambiente para pagamento instantâneo. Essa modalidade de pagamento que já existe em diversos países e agora chega ao Brasil.

Do ambiente como um todo, as vantagens são eletronização dos meios de pagamento gerando melhor controle de fraudes, como lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, além da redução do uso de papel moeda, e consequente redução de custos com a impressão. Podemos citar também como benefícios maior competição entre prestadores de serviços de pagamento (tende a gerar serviços com maior qualidade e menor custo), facilita a entrada de novos atores neste ecossistema financeiro com maior potencial de inclusão financeira e agentes prestadores de serviços.

 

O que são pagamentos instantâneos? 

O pagamento instantâneo, de serviços ou produtos, substitui o dinheiro e cartões (de crédito ou de débito) por celulares ou outros dispositivos eletrônicos, que concretizam as transações por meio da internet. A maior diferença é que a transferência é imediata. De acordo com o estudo Bancos Digitais, realizado pela Fisher, o mobile já é o principal canal de acesso às contas bancárias por pessoas físicas em todas as faixas etárias; entre os mais jovens, 9 em cada 10 tem o celular como principal canal de acesso à conta. Assim, o pagamento instantâneo é uma tendência, não só pela comodidade, mas pela eficiência operacional que gera. Por enquanto, o sistema ainda está em fase de desenvolvimento pelo Banco Central, a partir de novembro começam os primeiros pagamentos.

 

Como fazer? 

A plataforma do Banco Central para pagamentos instantâneos vai permitir que os bancos tradicionais, contas digitais, bandeiras de cartão, fintechs e outros prestadores de serviços financeiros executem essas transferências com SLA de 10 segundos. Um exemplo: para efetuar um pagamento em um restaurante, o usuário utilizará um aplicativo para ler o código QR Code do estabelecimento, e depois de uma confirmação, como leitura de impressão digital, o sistema valida a operação e realiza a transferência. Ainda valerão as modalidades de crédito e de débito, que é descontado do saldo da conta bancária. Inclusive, todas as pessoas poderão utilizar, mesmo quem não têm conta em banco.

 

Quais os benefícios?

O maior benefício é o tempo de compensação e o imediatismo — ao contrário de TED’s e DOC’s que dependem do horário de funcionamento dos provedores de serviços financeiros, o pagamento instantâneo é efetivado na hora, pois o serviço funcionará sem interrupções, 24 horas por dia. A proposta do Bacen visa reduzir o custo de operações financeiras no Brasil, trazendo assim também o conceito de digitalização do dinheiro. Atualmente bancos cobram até R$20 por tranferência, de acordo com a FEBRABAN. Os cartões físicos também deverão ser substituídos, pois, o pagamento instantâneo é mais seguro porque o QR Code de leitura pode ser trocado a cada operação, não utilizando apenas a sequência fixa do cartão. O usuário também não precisará mais se preocupar com bandeiras de cartão, por exemplo.

Para quem paga, o sistema de pagamento instantâneo é mais rápido, seguro e barato. A praticidade também é um ponto alto, com o uso do QR Code, assim como a possibilidade de integração com outros serviços no smartphone. É mais simples também porque só precisa de dispositivo digital para realizar o pagamento, dispensa uso de cartão, folha de cheque e cédulas.

Já para quem recebe, o custo de aceitação é menor que dos demais meios eletrônicos, também há a disponibilização imediata dos recursos, o que tende a reduzir necessidade de crédito, facilidade de automatização e de conciliação de pagamentos, e facilidade e rapidez de checkout, já que não tem necessidade de POS (ponto de venda) para passar o instrumento de pagamento ou de um caixa para dar troco.

(*) Guilherme Verdasca é CEO da Transfeera, startup open banking que automatiza pagamentos e realiza validação bancária.

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