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Até onde vai o propósito?

Os marketplaces tem fracassados na prevenção e inclusão de produtos perigosos em seus sites, fazendo com que as compras online sejam menos seguras do que as offline.

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20 de março de 2020 - 8h15

 

Por Gilson Nunes (*)

Um estudo técnico recente nos principais países da Comunidade Europeia, realizada pela  BEUC – The European Consumer Organization, revela-nos os limites, na prática, dos conceitos de Propósito de uma Marca.

Nada menos do que 2/3 dos produtos vendidos em empresas de Marketplace (incluindo Amazon, AliExpress, eBay e Wish) apresentaram falhas em testes de segurança, dentro dos padrões determinados em Lei da Comunidade Europeia.

As categorias mais relevantes foram eletrônicos, brinquedos, cosméticos e roupas de crianças. Eles podem causar choques elétricos, fogo e sufocamento. Por exemplo, alarmes detectores de fumaça e monóxido de carbono que não detectam, brinquedos e roupas que contém produtos químicos 200 vezes o limite estabelecido por Lei, carregador de celular que derrete devido a superaquecimento, cabos que dão choque elétrico, etc., colocando a vida das pessoas em risco.

Este tipo de situação já foi grave no passado. Ela parece ir e voltar! As marcas de marketplace tiram produtos com problemas após estes chamarem a atenção pública, mas, eles acabam voltando a ser vendidos de novo.

O problema é que as Marcas de Marketplace não se consideram como responsáveis pela segurança de produtos vendidos em suas plataformas e, portanto, não necessariamente tem controles suficientes para evitar que ocorram problemas. Elas também não têm controles adequados sobre a confiabilidade dos vendedores em seus sites.

Em suma, os marketplaces tem fracassados na prevenção e inclusão de produtos perigosos em seus sites, fazendo com que as compras online sejam menos seguras do que as offline.

Ora, para aquelas marcas de marketplace que se posicionam com propósito,  geração de impacto positivo na vida das pessoas e, melhor experiência de compra, por exemplo, tem que repensar os seus modelos de negócios, posicionamento e, atuação com maior responsabilidade, pois tal situação é claramente contrária ao que muitas delas “pregam”.

(*) Gilson Nunes é fundador e Sócio Brand Dx, MBA MIT – Massachusetts Institute of Technology, Former Sócio-CEO Brand Finance Latam.

Leia aqui outro artigo de Gilson Nunes, colaborador ProXXIma.

 

 

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