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A Internet das Contas e o futuro dos meios de pagamento

O Banco Central tem adotado diversas medidas para trazer o pagamento instantâneo (“PIX”) para o nosso cotidiano, entre elas, a padronização do uso de QR Code. É um processo natural que surge com o avanço da tecnologia, afinal, se tudo ao nosso redor já é digital, por que a forma de realizar transações diárias não seria?

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8 de abril de 2020 - 7h36

 

 

Por Alexandre Pinto (*)

 

                                                                                                                                                                                                                                

Recentemente, metrôs, trens e ônibus de São Paulo passaram a utilizar o pagamento via NFC – um método de pagamento por aproximação – e, com isso, começamos a ver, de fato, os impactos da evolução deste tipo de meio de pagamento no dia a dia das pessoas. Contactless, QR Code dinâmico ou estático, movimentação de bancos tradicionais e bandeiras para se adaptarem às tendências mundiais: tudo isso mostra como a transformação digital chegou para democratizar o acesso ao sistema financeiro no Brasil.

 

O Banco Central tem adotado diversas medidas para trazer o pagamento instantâneo (“PIX”) para o nosso cotidiano, entre elas, a padronização do uso de QR Code. É um processo natural que surge com o avanço da tecnologia, afinal, se tudo ao nosso redor já é digital, por que a forma de realizar transações diárias não seria? Essa movimentação reforça a tendência mundial das carteiras digitais e está gerando grandes mudanças na maneira em que bancos, fintechs e bandeiras de cartões lidam com seus produtos, democratizando serviços financeiros e permitindo a entrada de novos players no mercado.

 

As fintechs, por exemplo, são beneficiadas pela interoperabilidade que passará a existir nesta nova rede de pagamentos. Assim, elas poderão conseguir mais escala, competir de igual para igual com os atuais incumbentes, e ter maiores chances de crescimento. Além disso, ao ampliar o leque de serviços oferecidos, excluem alguns intermediadores de pagamento, o que permite uma opção mais conveniente, ágil e barata.

 

Para bancos (que oferecem serviços tradicionais como TEDs, DOCs e boletos), bandeiras de cartões e suas credenciadoras, o pagamento instantâneo gera maior desconforto, já que o uso de algumas de suas ofertas mais lucrativas poderá cair drasticamente por conta dos benefícios, comodidade e rapidez do novo sistema. Ao olhar para isso, percebemos que a perda de receitas importantes obrigará os players tradicionais, que hoje dominam o mercado,  a se adequar e buscar soluções tão inovadoras quanto o PIX para continuar relevantes neste novo mundo..

 

Estamos vivendo tempos em que as pessoas buscam cada vez mais produtos e serviços a baixo custo, sem abrir mão da qualidade. Com as novidades anunciadas pelo Banco Central do Brasil, temos tudo para que isso aconteça com os meios de pagamento já a partir deste ano. Hoje em dia, virtualmente toda a população tem um smartphone e consegue fazer uso do QR Code por meio da tela/câmera. Além disso, os novos players apresentam opções de pagamentos por NFC, reconhecimento facial, biometria, etc.: o que não falta é espaço para inovações! Dessa maneira, comerciantes, varejistas, empreendedores e consumidores serão incluídos em um único sistema, independentemente de porte, classe social ou de relacionamento com instituições financeiras tradicionais. Teremos, portanto, um sistema mais justo e eficiente, no qual todos terão muito mais oportunidades de acesso e de uso cotidiano de serviços financeiros.

 

(*) Alexandre Pinto é Diretor de Inovação e Novos Negócios da Matera e especialista em Open Innovation.

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