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Uma experiência criativa exponencial na pandemia

Aprendemos que o trabalho criativo remoto pode ser um incômodo, a princípio, mas a mudança de ambientes pode se transformar em um estímulo criativo poderoso com alguma estruturação e processos bem aplicados.

Bob Wollheim e Mauro Cavalletti
17 de junho de 2020 - 8h16

Por Bob Wollheim e Mauro Cavalletti (*)

Mauro Cavalletti: “Sketch do Bob, que ele acha que ninguém vai conseguir ler. Eu acho muito legal, representa bem o trabalho.”

A crise global de saúde pública e o consequente impacto econômico que vivemos, exige espirais de transformações ainda mais rápidas e profundas.

E, ao contrário do que alguns acreditam, exige também doses maciças de criatividade!

E a criatividade é um impulso, não pára, não se esconde. Apertou de um lado, ela se manifesta de outro. E tem pressa. Muita pressa.

Foi com neste espírito de provocação que juntos – CI&T e Bitnik – nos desafiamos para uma experiência de hack criativo totalmente remoto para uma equipe de 30 profissionais. Um dia inteiro de criatividade, da identificação das oportunidades à geração de soluções, inventando e inovando juntos, coletivamente, cada um direto de sua casa.

Queríamos testar as mudanças de estilo e a velocidade de um hack como estímulos criativos e, claro, em formato remoto. Não vacilamos, afinal, a oportunidade de tentar um jeito novo, que quebrasse os limites dos nossos processos, fortemente baseados em interações presenciais, era muito inspiradora.

O processo cíclico que escolhemos, baseado em agilidade e colaboração intensa – nossos objetivos iniciais – pedia novos cuidados à liderança: um roteiro cuidadosamente detalhado, com gerenciamento de tempo preciso e claridade nas dinâmicas propostas; presença profunda na hora das dinâmicas de trocas de ideias, exercitando escuta ativa todo o tempo, dando voz aos participantes; com novas ferramentas, apropriadas à colaboração remota, na realidade um stack de pessoas, ferramentas e métodos.

Preparamos os times para viver a imperfeição de nossa solução, engajando cada um dos participantes em uma atmosfera de experimentação desde o início da preparação.

Em nossa experiência de anos, foi um dos trabalhos mais desafiadores e um daqueles onde os frutos nos dão mais orgulho.

Além do nosso stack, percebemos que algumas características culturais, presentes nas práticas do grupo, foram fundamentais:

– LIDERANÇA – tínhamos uma liderança transparente, sensível e eficiente, com muita atenção aos menores detalhes do processo e muita abertura e tranquilidade com o incerto e com a impermanência.

– ADAPTABILIDADE – um time com alta capacidade de adaptação para mudanças estratégicas rápidas, que reagiu construtivamente a novos desafios, com alinhamento rápido e bastante foco, nos ajudou a pivotar ao longo do processo, crescendo e aprendendo, on the fly.

– CULTURA – Finalmente, a cultura para riscos criativos, avançando sobre as oportunidades, desafiando os padrões pré-estabelecidos, foi decisiva.

Os resultados criativos foram tão impactantes e inovadores quanto nossas melhores expectativas.

Aprendemos que o trabalho criativo remoto pode ser um incômodo, a princípio, mas a mudança de ambientes pode se transformar em um estímulo criativo poderoso com alguma estruturação e processos bem aplicados. Em nossa experiência, abrimos um caminho para a cocriação remota que funcionou tão bem – ou segundo alguns participantes, melhor – que aqueles baseados em interações presenciais.

Com o desconforto como inspiração e a generosidade como ingrediente e um stack inovador e uma cultura aberta, a capacidade criativa do ser humano é exponencial!

E é essa criatividade que nos tirará desse momento nos fazendo sair muito melhores!

(*) Bob Wollheim é Chief Strategy Officer da CI&T e Mauro Cavalletti é Sócio Fundador da Bitnik estratégias Criativas.

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