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A transformação digital é para todos

Julio Takano, CEO da Kawahara & Takano Retailing, escritório de arquitetura especializado em varejo, alerta que todos os empresários e empresas precisam adotar urgente a Transformação Digital

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14 de setembro de 2020 - 7h10

 

Por Julio Takano (*)

“Tem empresários que ainda dizem: ‘a transformação digital não e pra mim’. Pois eu digo: é sim, a transformação digital é para você e se ainda não começou, neste tempo de reclusão para combate do Covid -19, está atrasado, porque o seu concorrente já se transformou”,  afirma Julio Takano, um dos maiores especialistas em varejo do Brasil, à frente da Kawahara & Takano Retailing, empresa que desenvolve arquitetura de negócios e conceitos de store design para grandes marcas como a Tramontina.

Ao compartilhar não só dicas, mas uma visão otimista de como tratar os negócios daqui pra frente, Takano diz que não é preciso mais ficar esperando o cliente chegar na loja, é possível ir atrás dele construindo novos negócios, tendo parceiros experts em inteligência digital. “Isso vai reposicionar o varejo de tal forma que quem está atuando no mercado cada vez vai ter menos concorrentes”

Neste novo varejo, o físico e o digital estão conectados, explica Takano, e isso acelerou nesses 100 dias de reclusão. “Quem era físico acelerou o e-commerce, e quem era e-commerce pensou em como fazer com aqueles produtos que não vendem no digital, mas que podem ter experiências nas lojas físicas e serem mais bem sucedidos”. O especialista diz que o físico e o digital são complementares: “a loja física transforma experiência de produtos que, às vezes, não se consegue vender no e-commerce. E o e-commerce, por sua vez, é uma prateleira infinita de produtos, que muitas vezes não se consegue colocar em uma loja física”.

Takano conta que tem fatos icônicos de produto no e-commerce que, apesar de ter boa foto, nunca vendeu, mas quando vai para a loja e é colocado na mesa de entrada, com iluminação correta, aroma contagiante, música vibrante, se transforma no item mais vendido. “E a reciproca é verdadeira. De produtos que não vendem na loja física, talvez porque não estavam expostos de forma correta, e quando vão para o e-commerce, à vista de milhões de pessoas, passam a vender.

Um aspecto importante é que a loja física e a digital têm que ter a mesma comunicação gráfica. No digital, evidentemente, os pontos de contato são o visual e a audição. “As plataformas de construção de lojas online estão se tornando universais. De uma marca para outra a plataforma é idêntica: o lugar onde se coloca o preço, o nome do produto e a descrição. Só muda a logomarca. Então, como o consumidor toma a decisão?”, pergunta o arquiteto, que fornece outra dica preciosa: o preço não é mais o diferencial e sim o conhecimento, que é transformador. “Costumo chamar de   Edutainment, educar e entreter o cliente transforma o processo de compra de um produto. No momento que uma marca explica a produção e origem do material, dá informações sobre a história da empresa, entre outros, demonstra, com essa curadoria, ser especialista, enquanto as outras marcas são distribuidoras”.

Segundo o especialista, este posicionamento tira a empresa do lugar comum e desperta uma curiosidade. “E se, ainda, o produto for entregue ao cliente bem embalado, com aroma agradável e uma mensagem otimista, o consumidor vai naturalmente querer conhecer a loja” completa.

E trazendo os clientes do e-commerce é possível dobrar o tráfego da loja, explica Takano, “essa conexão físico e digital, pode converter em mais 20% de vendas, se a equipe for bem treinada. O ticket médio aumenta quando eu conecto essa inteligência”. Aos pequenos varejistas que têm loja física, o arquiteto dá um conselho: busque ferramentas de associações que ajudem a colocar os produtos em um marketplace, que seja comunitário, destinado a pequenos.

Então, retomando ao começo, “sim a transformação digital é para todos que querem continuar na corrida, pois é evidente que terão aqueles que não voltarão para a competição, infelizmente. Mas os que continuarem terão muito o que aprender e ensinar”, finaliza o expert em varejo.

(*) Julio Takano é fundador e sócio-diretor da Kawahara & Takano Retailing e membro fundador e conselheiro administrativo da Abiesv – Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo.

 

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