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A retomada do país e o papel da tecnologia no offline real

o papel da Inteligência Artificial torna-se extremamente relevante neste cenário de proporções epidêmicas em que todos os cuidados são poucos.

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23 de setembro de 2020 - 8h00

 

 

Por  Jose Larrucea (*)

 É nítido que o ano 2020 está sendo tudo, menos fácil para muitos setores, porém, se vê que a pandemia tem trazido alavancas para o mundo digital. Mas o que está acontecendo com o mundo offline? E mais especificamente com o varejo físico? De loja de bairro, de carros, de alimentos, bebidas?

 Depois das promessas de melhoria do cenário econômico até fevereiro deste ano, com exceção das vendas de produtos indispensáveis, os demais segmentos têm sofrido drasticamente com a pandemia. Assim como muitos outros países, o Brasil está atravessando uma das maiores crises das últimas décadas, graças principalmente ao Covid-19 que se juntou às outras dificuldades de estrutura que o país já vivia.

Agora, perante este cenário de transformação e desafios de tamanhos inusitados, existem possibilidades de contribuição da tecnologia, juntamente com processos e protocolos, que trazem melhorias de eficiência e eficácia; o papel da Inteligência Artificial torna-se extremamente relevante neste cenário de proporções epidêmicas em que todos os cuidados são poucos.

A Inteligência Artificial veio para ficar e para nos ajudar; seja para tornar as lojas físicas do varejo mais higiênicas com detecção de pessoas sem máscara, alertas de áudio orientando as pessoas a colocarem máscaras antes de entrar, controle de ocupação máxima permitida em uma loja, ou ainda identificar a presença de pessoas com mais de 60 anos de forma a cuidar de maneira especial desse grupo de risco.

Paralelamente, a tecnologia já auxilia no reconhecimento de criminosos em cidades turísticas e pólos comerciais onde circulam milhões de pessoas aptas ao consumo. Estas plataformas de visão computacional em reconhecimento facial detectam criminosos em tempo real e alertam a polícia para uma ação efetiva de segurança.

O varejo no Brasil, que em 2019 registrou o maior crescimento nos últimos 6 anos, segundo um estudo da Cielo, sofre perdas por roubo de aproximadamente 1% do faturamento conforme levantamento da Sensormatic. Se considerarmos as dez maiores redes varejistas do Brasil que faturaram juntas R$ 245,4 bilhões em 2018, de acordo com o Ranking 2019 IBEVAR FIA, essas empresas estariam perdendo mais de R$ 2 bilhões por roubos externos e internos. Aplicando tecnologias de inteligência artificial, estes e outros tipos de perda poderiam ser combatidos, trazendo mais lucro, saúde financeira e menor gasto para o varejo.

Sem dúvida a tecnologia está mudando a forma de olhar e a perspectiva do mercado. Especificamente, através da combinação de vários recursos (câmeras, sistemas de análise de vídeo, plataformas de CRM, ERP, etc), por exemplo, o varejo de loja física já consegue um mapeamento e análise do seu cliente muito semelhante à loja online. Desde a qualificação anônima de volume de pessoas, idade, gênero, fluxo por áreas localizadas (roupas, alimentação, acessórios etc.), conversão e geração de índices de ticket médio, entre outros, gerando KPIs de desempenho e inclusive NPS (Net Promoter Score), através do acompanhamento de expressões faciais também anônimas. Isto permite personalizar desde o lançamento de ofertas em tempo real, por exemplo, ao saber que o público na loja é predominantemente de homens entre 30 e 40 anos e mulheres entre 25 a 40. Isso permite diversos estudos como de fluxos, volumes, períodos, produtos de interesse comprados ou não, ajudando nas previsões de vendas, estoques de produtos e equipe adequada à demanda.

Conforme pesquisa realizada pela Opinion Box, em sua 5ª edição de 2020, os cuidados de prevenção do Covid-19, higiene e estabelecimentos mais vazios já estão entre os 6 principais fatores que mais influenciam a decisão dos locais de compra durante a pandemia.

As possibilidades para a reativação do varejo são muitas, o importante será manter a saúde e conforto para que, uma vez esquentado o motor, a velocidade dos negócios só aumente e leve o Brasil para a posição que merece.

(*) Jose Larrucea é Sênior Vice-President de International Sales da RealNetworks (Latam e EMEA)

 

 

 

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