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Inteligência Artificial e Inovação em Austin, mas não é no SXSW

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Inteligência Artificial e Inovação em Austin, mas não é no SXSW

O IIeX North America 2019, em Austin, debateu o que esperar para a  área de pesquisa de mercado nos próximos anos e qual o futuro e as inovações no segmento. Brasileiros estiveram lá e contam um pouco do que viram

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26 de abril de 2019 - 13h02

As mudanças no setor de pesquisa acontecem rapidamente, fazendo com que as empresas precisem entender como se relacionar com marcas, produtos e serviços e, principalmente, com o consumidor e seu pensamento. Eventos como o IIeX North America – um dos maiores eventos mundiais de inovação na área de pesquisa de mercado 2019, que aconteceu entre os dias 22 e 25 de abril, em Austin, no Texas/EUA, permitem que empresas atuantes no segmento entendam e experimentem as novas tecnologias, formatos, ferramentas e soluções para atender ao mercado.

A edição deste ano contou com uma delegação brasileira composta por 14 executivos da HSR Specialist Researchers interessados em discutir o futuro e as inovações do setor. Promovido pelo GreenBook Directory (http://www.greenbook.org), a conferência apresentou o que há de mais inovador no segmento em metodologias, soluções, tendências disruptivas. estratégias de conteúdo, automação de pesquisa, Big Data, comportamento do consumidor e relacionamento, entre outros. Durante os quatro dias foram mais de mil participantes, acima de 250 palestrantes e cerca de 200 sessões, entre palestras, masterclasses, workshops e debates, além de uma feira de serviços e tecnologia que acontecia no mesmo espaço.

Os executivos da HSR puderam observar e analisar as novidades e tentar entender o que pode ou não ser aplicado em suas atividades e em estudos que realizarão – e, claro, ver o que já estão usando e entender se estão no caminho certo. Pelo que puderam observar, algumas dessas novidades, de certa forma, já vêm sendo estudadas e implementadas pelas empresas do grupo.

Para Naira Maneo, diretora da Minds & Hearts, chamou a atenção o uso do WhatsApp em pesquisas. “Entender, detectar e mensurar emoções e sentimentos dos consumidores é vital para o sucesso de produtos e serviços. O que vi como promissor – e que já fazemos – é a realização de focus groups via Whatsapp. É novo, ágil e gera empatia, conteúdo relevante e insights profundos”, analisa.

Outro ponto que foi destaque e bem discutido na conferência é o desafio da transformação tecnológica, além da integração de diferentes soluções. Essa transformação está também na integração do background e na expertise dos pesquisadores para formar uma visão realista e profunda sobre as necessidades de clientes e consumidores. A inteligência artificial, por exemplo, permeará todos os negócios, mas o processo de learning machine é fundamental para captar comportamentos e emoções verdadeiras e esse é o maior desafio das pesquisas de mercado no momento, integrar soluções tecnológicas, tendo o homem como o ponto central. “Com a democratização da Inteligência Artificial, por meio de text analyctics e análise de imagens, a divisão entre pesquisa qualitativa e quantitativa não fará mais sentido”, afirma Para Karina Milaré, diretora da REDS – Research Designed for Strategy.

Uma tendência observada no evento – e no setor como um todo (que a HSR vem notando em suas pesquisas) é que o respondente está deixando de ser passivo para ser cada vez mais um agente fundamental, inclusive na etapa de planejamento da pesquisa. “É muito estimulante ver as diversas formas disponíveis para trazer a pesquisa para a vida real, com vídeos, testemunhais, plataformas digitais, behavioral research, entre outros formatos. E é disso que as indústrias precisam para conhecer verdadeiramente seus consumidores”, conclui Karina.

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