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O que faz um Chief Data Officer?

Moisés Nascimento, líder da área de dados do Itaú, explica o papel deste profissional na dinâmica das empresas e o que muda com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Luiz Gustavo Pacete
16 de novembro de 2020 - 8h00

 

Moisés Nascimento, Chief Data Officer (CDO) do Itaú (Crédito: Divulgação)

Desde que se intensificaram as discussões sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em 18 de setembro, uma função, em especial, ganhou ainda mais evidência, o Chief Data Officer (CDO) que, dependendo da empresa pode possuir outra nomenclatura. O papel de um CDO ainda está em construção, mas algumas companhias já possuem a clareza da função e do papel deste profissional em seu processo de transformação digital. É o caso do Itaú que conta, desde abril de 2019, com Moisés Nascimento como o líder responsável pela governança e gestão de dados do banco. Ao ProXXIma, Nascimento detalha o papel de um CDO e reforça a importância da LGPD para as novas forma de se tratar os dados dos clientes.

“Sem quebrar o ritmo da inovação, a LGPD é uma grande oportunidade de fazer um design mais centrado no cliente”

O papel de um CDO
Em resumo, o CDO cuida de governança e organização no controle dos dados da empresa. Eu, por um tempo, critiquei a função do CDO, até virar um. Entendi a importância de olhar para o analytics e destacar a importância do dado para analisar o que está acontecendo e desenvolver um modelo preditivo. Para isso, um CDO e sua equipe, precisam de uma plataforma de dados segura, resiliente e organizada. Eu ainda dividiria o papel do CDO em mais dois aspectos: organização e cadeia dos dados. Desde engenharia, passando por produtos técnicos, metadados e privacidade. Quanto mais ágil e automatizada for essa plataforma, mas rápido seu ciclo de inovação consegue integrar dados e melhorar a experiência do consumidor.

Desafio da gestão de dados
Administração de dados é algo tão antigo quanto a escrita. Na Suméria, os primeiros impérios perceberam que fazer registros e acessar com facilidade era a chave para o desenvolvimento da economia. O problema, no entanto, ainda é o mesmo: a organização e ao acesso a esse dado. Ele precisa estar organizado para estar a serviço da inovação e para garantir o uso seguro, ético e seguindo os princípios de privacidade. No cenário atual, eu vejo três eventos de gestão de dados ocorrendo simultaneamente: cloud e microsserviço, virtualização e distribuição de dados em função das inúmeras plataformas e a regulamentação e legislação.

“Administração de dados é algo tão antigo quanto a escrita. Na Suméria, os primeiros impérios perceberam que fazer registros era a chave para o desenvolvimento”

O que muda com a LGPD
Sem quebrar o ritmo da inovação, a LGPD é uma grande oportunidade de fazer um design mais centrado no cliente. Essa transparência e esse controle de dados na mão do cliente é uma evolução muito boa. Isso pode nos trazer uma nova realidade, vender produtos de forma mais objetiva. Recebo essa Lei com bastante carinho, vejo de forma muito positiva o cliente com privacidade total e enxergo um caminho super importante para melhorar o design de dados centrado no consumidor.

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