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Como se preparar para uma Black Friday online?

Ferramentas de automação de atendimento, de integração de diversos métodos de pagamento, para estudo de público-alvo e de infraestrutura garantem contato assertivo entre marcas e consumidores

Victória Navarro
24 de novembro de 2020 - 8h00

Durante a pandemia do novo coronavírus, marcada pelo isolamento social e pela redução de pessoas em circulação nas ruas, 73% dos consumidores passaram a notar a praticidade de comprar online, segundo pesquisa da Opinion Box, realizada em parceria com a Social Miner. A tendência deve repercutir na Black Friday de 2020, responsável por trazer à tona descontos e ofertas à milhares de lojas digitais no dia 27 deste mês. Neste ano, por exemplo, o comércio eletrônico brasileiro deve fechar o ano com um faturamento de mais de R$ 100 bilhões. Já, segundo dados da  Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a data, em 2020, deve crescer 77% em vendas, em relação a 2019, atingindo os R$ 6,9 bilhões – da quinta anterior até segunda-feira pós-Black Friday. 

Para Alejandro Vázquez, co-fundador e CCO da plataforma de e-commerce Nuvemshop, a pandemia acelerou a transformação digital no varejo. De acordo com estudos da ABComm, a base de usuários do e-commerce cresceu, no mundo, em 70%, dado que em condições normais levaria cerca de dez anos para ser atingido. “Na Black Friday, esse novo hábito de compras deve se manter, inclusive pelo fato de que as lojas físicas, embora abertas, precisam evitar aglomerações. Além disso, vale lembrar que a barreira que as pessoas tinham para comprar online vem diminuindo”, diz. Todas as marcas que almejam bons resultados na Black Friday, explica Guilherme Vieira, fundador da startup Pelando, devem se preocupar em estarem online. “Durante anos, vimos os grandes varejistas off-line, durante a quinta e sexta-feira”, afirma.

Entre os principais erros cometidos pelas marcas no ambiente online para a data, estão: não promoção, via redes sociais, e-mail marketing, anúncios e parcerias, de ofertas; falta de infraestrutura, capaz de suportar o tráfego que pode ser até cinco vezes maior do que o normal; oferta limitada de métodos de pagamento e frete, o que gera insatisfação na hora do checkout; carência de estudo acerca de quantidade de estoque suficiente, para evitar a perda de vendas; e despreparo para pronto-atendimento sobre frete, pagamento e detalhes do produto.

 

Segundo a ABComm, a Black Friday, em 2020, deve crescer 77% em vendas (crédito: Karolina Grabowska/Pexels)

O digital
Segundo o co-fundador e CCO da plataforma de e-commerce Nuvemshop, uma das principais maneiras de se preparar para uma Black Friday predominantemente digital é descobrir, de fato, o que cliente procura. “Para isso, é importante ouvir o seu consumidor. Mande uma pesquisa por e-mail ou até mesmo WhatsApp, também dá para usar ferramentas de interação de redes sociais para isso”, pontua. “Use o Google Trends e acompanhe a evolução da demanda dos seus produtos, entenda o que você deve se preocupar e se preparar para entregar a melhor experiência de Black Friday aos consumidores”, adiciona Alejandro.

Além disso, é preciso, com antecedência, planejar uma estratégia especialmente focada na data, levando em conta análises e estudos de mercado. Para assim, a partir disso, iniciar uma divulgação de campanha, por meio de redes sociais e outros canais relevantes para o público-alvo: “Mostre como o produto pode ser usado, os bastidores da operação, depoimento de clientes e etc”.

No entanto, para atingir de modo assertivo os clientes na Black Friday e angariar vendas, nenhuma estratégia sobrevive a um mau planejamento e infraestrutura digital. “Procure uma ferramenta de gestão, que ajude na organização das tarefas dos times. No meio da correria, ter um planejamento mesmo que simples é fundamental, pois sabemos que não tem como prever tudo, principalmente numa data tão importante como a Black Friday”, fala Guilherme. Ademais, contar com um plataforma capaz de absorver o tráfego da data é crucial. “Na Nuvemshop, por exemplo, estamos fazendo monitoramento da nossa infraestrutura 24 horas por dia, sete dias por semana, desde setembro”, fala Alejandro. 

Além disso, é crucial que a marca analise quais foram os produtos mais vendidos, nos últimos meses, para, assim, aumentar suas quantidades em estoque. “A mesma coisa funciona para preço, analise o passado, os concorrentes e as tendências do seu nicho para oferecer descontos atrativos”, diz.

Em termos de atendimento, na Black Friday, há uma tendência maior de comunicação com os cliente. “Por mais que você prefira um determinado canal, na Black Friday, é importante estar em todos para não perder vendas”, afirma. Para isso, é possível recorrer a automatização, via plataformas de gestão de redes sociais, o que facilita o engajamento de usuários. 

*Crédito da foto no topo: Karolina Grabowska/Pexels

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