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Connected TV e a descentralização do prime time

Mercado de TVs conectadas cresceu 330% em mídia programática no ano passado; no Brasil, já são mais de 3 milhões de smartTVs, o que amplia oportunidade para marcas

Luiz Gustavo Pacete
27 de novembro de 2020 - 8h00

 

No mundo, mídia programática em TVs conectadas cresceu 330% no ano passado (Crédito: Reprodução)

Connected TV, esse termo tem sido usado com cada vez mais frequência entre profissionais de marketing digital quando o assunto é publicidade digital em SmarTVs. Até algum tempo, o conceito ainda era apenas teórico, apesar das possibilidades já existentes. Mas em agosto, a TV Globo, em parceria com as Casas Bahia, materializou as possibilidades existentes no formato e já criou um dos primeiros cases envolvendo esse device que, de acordo com o potencial das TVs inteligentes no Brasil, só tende a crescer.

No mundo, mídia programática em TVs conectadas cresceu 330% no ano passado. Por aqui, já são mais de 3 milhões de SmarTVs em funcionamento.

Vanessa Delgado, VP de desenvolvimento de negócios da MetaX Software, lembra que o Brasil se encontra em uma curva crescente de adoção de vídeo digital. “Os formatos disponíveis nas TVs conectadas visam combinar o poder da publicidade digital e uma experiência do usuário imerso a uma tela grande. E o primeiro passo para conhecer os formatos é entender quais são os ambientes disponíveis para impacto e a interação que eles proporcionam”, explica Vanessa.

Alguns dados que apontam ao crescimento das TVs conectadas (Crédito: Reprodução MetaX)

Ela reforça o potencial da TV conectada em combinar awareness com experiência e conversão. “Há formatos como ‘click to vídeo’ que permitem, por exemplo, conteúdos branded content com vídeos de tempo ilimitado. A TV conectada passa também a ser um importante veículo de performance, com possibilidade de interatividade, com uso de formatos com QR code. Também há ‘cliques para página de destino’, como uma  ‘landing page’, levando a questionários e votações que podem ser respondidos no próprio controle remoto da TV; e o ‘click to app’, onde o usuário pode finalizar a compra no aplicativo de seu celular.”

A Meta X veiculou, em maio, uma campanha sem fins lucrativos para aumentar a conscientização e capacidade de autoproteção das pessoas durante a pandemia do covid-19. Junto à ação, realizou um questionário entre as pessoas que viram a campanha para descobrir a aceitação e a eficácia da publicidade em CTV no País, a qual mostrou que as mensagens exibidas no momento do “Power on” alcançaram um CTR extremamente alto (19,82%), além de 11,53% no “Pre-launch”. Mais de 84% dos usuários considerou o material da campanha útil para lidar com a covid-19 e 62,7% aceitariam ver mais publicidade em suas TVs conectadas.

Abel Ornelas, VP de operações da Via Varejo, empresa dona das Casas Bahia, ressalta que a ação desenvolvida com a TV Globo, o Projeto T-commerce, que permite a interação e compra direta pela TV, possibilita uma nova experiência ao consumidor.  “Percebemos as pessoas cada vez mais crossmedia e a compra online está cada vez mais inserida no seu dia a dia. Com isso, entendemos que conveniência é a palavra chave para atendê-lo bem”, diz Ornelas.

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