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Como fomentar inovação em telecomunicações?

Livia Brando, country manager da Wayra no Brasil, fala sobre a importância de investimentos a longo prazo em startups com potencial de crescimento

Victória Navarro
3 de dezembro de 2020 - 8h00

 

Livia Brando, country manager da Wayra no Brasil (crédito: divulgação)

Investimento a longo prazo em startups, com potencial de crescimento, bem como aporte de expertise, validações técnicas, oportunidade de novos negócios e conexões com fundos, pode auxiliar na geração de bons resultados, afirma Livia Brando, country manager do hub de inovação Wayra, do Grupo Telefônica. Para o ProXXIma, a profissional do hub, que hoje conta 33 startups em seu portfólio – desse número, 20% fazem ou já fizeram negócios com a Vivo -, aborda sobre inovação no setor de telecomunicações.

Inovação em telecomunicações
Quando falamos em inovar o conceito é bem mais amplo. A inovação está no centro da estratégia da Vivo e permeia todas as iniciativas, em diferentes áreas da companhia. É uma prioridade, pois impulsiona a transformação digital da Vivo e da sociedade como um todo. Por isso, a inovação está inserida nos diferentes pilares do negócio, como redes, pessoas e experiência do cliente, entre outros. A Wayra atua em parceria com o programa corporativo Vivo Discover. Logo, é o braço de conexão direta com o ecossistema empreendedor externo, enquanto o Discover dissemina a cultura de inovação na empresa e forma embaixadores dentro da Vivo, apelidados de Shapers. Os Shapers mapeiam oportunidades de melhorias em suas próprias áreas e atuam em conjunto com time de inovação, em busca de startups com soluções inovadoras. Esta engrenagem tem funcionado muito bem, estimulando a cultura de inovação em toda a cadeia de valor da companhia, colaborando para a criação de um ciclo virtuoso.

A inovação está inserida nos diferentes pilares do negócio, como redes, pessoas e experiência do cliente, entre outros

Novos negócios
A Wayra é o hub de inovação aberta do Grupo Telefônica, que visa gerar negócios entre startups e a empresa. Temos o veículo de investimento em capital de risco, corporate venture capital, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento e a escala de novos modelos de negócios. Além disso, buscamos otimizar processos, qualidade e experiência dos produtos e serviços. Neste sentido, as oportunidades de negócios são inúmeras, porque diferente do que muitos pensam, buscamos startups de diversas áreas e não apenas telecom. As áreas prioritárias são educação, saúde, finanças, IoT, inteligência artificial, big data, dentre outras. O formato da parceria também é amplo. Pode ser tanto para uso interno quanto externo. Por exemplo, em um contrato para uso interno, a startup se torna um fornecedor da Vivo, geralmente aplicado para soluções relacionadas à melhoria da eficiência ou otimização operacional. Já para uso externo, podem ser desenvolvidos novos produtos e serviços B2B ou B2C tanto em parceria ou para revenda aos clientes da Vivo, o que é extremamente relevante para uma startup escalar, pois estamos falando de uma base de mais de R$92 milhões de clientes só no Brasil.

As oportunidades de negócios são inúmeras, porque diferente do que muitos pensam, buscamos startups de diversas áreas e não apenas telecom

Relações de longo prazo
O capital de risco por definição é uma classe de investimento alternativo a longo prazo. Dada a relação risco e retorno, investimos até R$1 milhão por startup em ações minoritárias em empreendedores, cujas soluções avaliamos ter potencial de crescimento no mercado, escalabilidade. Além do investimento financeiro, aportamos nosso expertise, validações técnicas, oportunidades de geração de negócios com a Vivo, conexões com fundos e corporates, dentre outros benefícios. Ao longo desta relação, podemos acompanhar o desempenho da empresa, a equipe dos founders e C-level, capacidade de entrega e outros fatores, que tomamos como base para mitigar riscos futuros e poder embasar nossa tomada de decisão futura por participar em novas rodadas de investimento, aumentando nossa participação ou em casos mais raros opção de aquisição da empresa, se fizer sentido para o grupo Telefónica.

*Crédito da foto no topo: Torsten Dettlaff/Pexels

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