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Martechs atraem US$ 199,8 milhões no Brasil

Segundo o estudo Inside Martech Report, do Distrito Dataminer, mercado conta com 727 startups que unem tecnologia à estratégias de marketing

Taís Farias
4 de fevereiro de 2021 - 6h00

O mercado brasileiro já conta com 727 martechs, startups que unem tecnologia à estratégias de marketing. Apesar da crise causada pela pandemia da Covid-19, no ano passado, essas soluções atraíram US$ 199,8 milhões, por meio de 30 rodadas de investimento — volume semelhante ao registrado em 2019, quando o setor atraiu US$ 199,7 milhões. Os dados são fruto da primeira edição do estudo Inside Martech Report, do Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado do Distrito.

 

Segundo estudo do Distrito, 91,60% das martechs estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste (crédito: Shutterstock)

O levantamento categorizou as martechs em quatro áreas de atuação e apontou que, diferente de outros setores, há um equilíbrio entre as categorias. As áreas são: Advertising & Promotion (27,65%), startups que desenvolvem ferramentas para promoção, divulgação e exibição de marcas, produtos, serviços e campanhas; Commerce & Sales (25,86%), companhias que recolhem dados dos compradores, que utilizam inteligência de mercado e impulsionam motores de vendas; Social e Relationship (25,72%), soluções para áreas de relacionamento com clientes e marketing em redes sociais; e Content & Experience (20,77%), empresas focadas em criar e distribuir conteúdo para atrair, reter e engajar o público.

Maturidade de mercado
No que diz respeito aos investimentos, o mês de outubro foi o mais movimento, registrando US$ 110,2 milhões. Esse desempenho foi puxado pela startup mineira de chatbots Take, que recebeu um aporte de US$ 100 milhões. De acordo com a pesquisa, 90% dos investimentos aconteceram em estágios iniciais. Ainda assim, negócios em estágios mais avançados começaram a ser mais frequentes no mercado. Vale destacar que essa fatia de 10% foi responsável por 50% de todo o volume investido, no ano.

David Laloum, sócio e CSO da Distrito: “Acho que este movimento já aponta para uma maturidade deste mercado” (crédito: divulgação)

“Acho que este movimento já aponta para uma maturidade deste mercado — não apenas do ecossistema de empreendedorismo como um todo, mas principalmente da indústria de marketing, advertising e publicidade. Os investimentos early stages no setor ainda são mais numerosos, o que revela um mercado bastante fecundo, com novas startups surgindo e tendo suas soluções validadas dia após dia. Nos últimos dois anos, no entanto, temos visto rodadas maiores, em empresas mais maduras”, analisa David Laloum, sócio e CSO da Distrito.

Perfil das martechs
Em uma perspectiva geográfica, 91,60% dessas startups estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo abriga 48,7% delas, enquanto Minas Gerais, 11,83%, e Santa Catarina, 8,53%.

O estudo também aponta que a maior parte das martechs foi fundada depois de 2013. O CSO da Distrito explica que esse dado não é uma exclusividade do setor. “Esse timing de criação de startups é semelhante ao de outros segmentos relevantes, como o de fintechs. Este boom coincide com a entrada mais ativa dos fundos de venture capital no Brasil. Se analisarmos o segmento de saúde, por exemplo, observamos que este boom para a criação de startups é muito mais recente. Nesse sentido, podemos dizer que martech é um segmento relativamente maduro inclusive”, aponta Laloum.

O levantamento também mapeou um crescimento no número de fusões e aquisições que aconteceram no último ano e apontou um crescimento de 83,3%, com 22 negócios. Em 2019, foram registradas 12 movimentações dessa natureza.

*Crédito da foto no topo: reprodução

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