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Startups: só 4,7% foram fundadas por mulheres

Estudo do Distrito Dataminer, em parceria com B2Mamy e Endeavor, revela que somente 0,04% dos aportes em 2020 foram destinados às startups fundadas exclusivamente por mulheres

8 de março de 2021 - 18h13

O empreendedorismo feminino em alguns setores vem crescendo nos últimos anos no Brasil, visto que 46,2% das empresas são fundadas por mulheres. Porém, ao olhar para as empresas que têm em seu core a tecnologia e a inovação, chamadas startups, esse número cai drasticamente para 9,8%, sendo 4,7% fundadas exclusivamente por mulheres e 5,1% com fundação mista entre mulheres e homens. Além disso, cerca de 70% das startups fundadas ou cofundadas por mulheres foram entre 2016 e 2020, ante aproximadamente 48% no ecossistema geral.

 

Menos de 5% das startups foram fundadas por mulheres (crédito: RF studio/Pexels)

Esses dados são resultado do estudo Female Founders Report 2021, produzido pelo Distrito Dataminer, em parceria com a B2Mamy e Endeavor. Para chegar aos dados, a pesquisa fez um cálculo sobre o universo de 13 mil empresas presentes no ecossistema que informaram o ano de fundação, com uma amostra de, aproximadamente, 6,2 mil empreendimentos.

O estudo revelou que somente 0,04% dos aportes realizados em 2020 foram destinados às startups fundadas exclusivamente por mulheres e 72,4% delas afirmaram ter passado por algum tipo de assédio moral na hora de pedir apoio financeiro para suas empresas.

De acordo com Lilian Natal, partner & head do Distrito for Startups, esses resultados mostram que mais de 90% das startups no Brasil ainda são fundadas apenas por homens. “O mais irônico é que, embora haja todas essas dificuldades para elas, dados mostram que startups que possuem pessoas do sexo feminino em seu quadro societário tendem a ter resultados 25% melhores”, reforça.

O Female Founders mostrou que há estados brasileiros onde não existe uma fundadora ou cofundadora sequer, enquanto que a maioria dessas startups (45,1%) encontra-se no estado de São Paulo. Além disso, o ticket médio chega a ser 100 vezes menor para investimentos em empreendimentos (co)fundados por mulheres.

**Crédito da imagem no topo: Piranka/iStock

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