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Quais as dificuldades em automatizar o marketing?

Gian Martinez, cofundador e CEO da Winnin, aborda a importância de driblar as barreiras culturais em torno do mindset consumer-centric

Victória Navarro
29 de março de 2021 - 6h00

A transformação digital alterou a relação entre marcas e consumidores. Colocar o cliente no centro do planejamento estratégico tornou-se uma das formas mais efetivas de trabalhar o marketing e, consequentemente, angariar fidelização e aumento de vendas. Para Gian Martinez, cofundador e CEO da Winnin, martech focada em dados, a barreira cultural em torno de um mindset, cada vez mais, consumer-centric é umas das principais dificuldades em automatizar o marketing. “Mas, não acredito que essa seja a única e nem a maior dificuldade. Na verdade, vimos que existia também um problema com a falta de ofertas de soluções que conseguisse transformar dados crus em insights relevantes, inspiradores e acionáveis para times criativos”, diz. Para o ProXXIma, o profissional aborda como, nos últimos anos, o modo como os profissionais de marketing enxergam os processos do dia a dia mudou e a importância da inteligência artificial em estratégias de marcas.

 

Gian Martinez, cofundador e CEO da Winnin (crédito: divulgação)

As mudanças dos profissionais de marketing
O que aconteceu foi que o mundo mudou e o profissional de marketing precisou mudar junto. As pessoas, hoje, tem uma oferta infinita de conteúdos, marcas e distrações, o tempo todo. A disputa pela atenção do consumidor está muito mais acirrada. Ou você consegue ser relevante para o seu consumidor, ou está fora do jogo. Só entre Youtube, Instagram, Facebook, TikTok e Twitch são bilhões de vídeos diferentes sendo assistidos, todos os dias, por pessoas diferentes. Para conseguir criar soluções relevantes e de forma constante, é fundamental mapear e entender os diferentes nichos de interesse. Nesse novo contexto, as marcas precisam estar obcecadas por entender como os seus produtos e serviços podem ser mais relevantes na vida das pessoas. Pode parecer óbvio, uma vez que esse sempre foi um princípio do marketing de excelência. Porém, a realidade é que a grande maioria do que é produzido pelas marcas não é relevante pra ninguém. E, isso acontece em geral, porque as suas fábricas de marketing foram construídas com um mindset de dentro para fora. O que observamos é que as fábricas de marketing modernas precisam ser totalmente pensadas de fora para dentro.

A disputa pela atenção do consumidor está muito mais acirrada. Ou você consegue ser relevante para o seu consumidor, ou está fora do jogo

Como essa realidade se enquadra na mais nova era digital
Essa transformação já está em curso e, cada vez mais, acelerada. Os profissionais de marketing estão abraçando um foco muito maior no seu consumidor. E, como o comportamento do consumidor é dinâmico, as marcas e agências tiveram que transformar os seus processos para ganhar muito mais agilidade e precisão nessa tomada de decisão. Todo esse contexto impulsionou os dados para um lugar de protagonismo. Inclusive no processo criativo das marcas. É difícil imaginar que uma marca vai conseguir se manter relevante e competitiva, daqui em diante, sem abraçar dados no seu processo criativo. Isso, porque, ao mesmo tempo que é dinâmico, esse contexto cultural é diverso, plural. Existem muitas coisas relevantes diferentes acontecendo ao mesmo tempo para pessoas diferentes. E a única forma de conseguir mapear isso é com ajuda de tecnologias.

As dificuldades em automatizar o marketing
As dificuldades sempre existirão, pois é um processo de reinvenção constante. O que é fundamental nessa jornada é todo mundo abraçar esse mindset consumer-centric. E, claro que isso, às vezes, é impactado por uma certa barreira cultural. Mas, não acredito que essa seja a única e nem a maior dificuldade. Na verdade, vimos que existia também um problema com a falta de ofertas de soluções que conseguisse transformar dados crus em insights relevantes, inspiradores e acionáveis para times criativos. Nossa inteligência artificial organiza e humaniza os dados sobre o que as pessoas estão assistindo em vídeo online, para inspirar criativos a criar, testar, validar e escalar ideias, cada vez mais, relevantes.

O que é fundamental nessa jornada é todo mundo abraçar esse mindset consumer-centric

Como a inteligência artificial alia-se às soluções de martechs
A inteligência artificial é a melhor solução de tecnologia disponível para conseguir organizar todo esse volume de dados. Os profissionais de marketing têm um dia a dia, cada vez mais, corrido e com menos tempo disponível. As pessoas não têm tempo para perder e conseguir acessar insights relevantes de forma fácil, ágil, assertiva e contínua. E, essa é a única forma de se manter competitivo, daqui em diante. Por isso tudo que as martechs se tornaram tão importantes para a indústria e estamos vivendo só o começo dessa jornada.

*Crédito da foto no topo: Akwice/Pexels

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