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Qual é o papel do Creative Shop no marketing das plataformas?

Alinhar os desafios de negócios à criação de soluções posiciona marcas diante de seus clientes, afirma Fernanda Guimarães, head de Creative Shop do Facebook no Brasil

Victória Navarro
4 de maio de 2021 - 6h00

A combinação entre a compreensão prática dos desafios de negócios dos clientes com a capacidade de criar soluções criativas alinhadas às práticas da indústria dá origem à área Creative Shop, do Facebook. Segundo Fernanda Guimarães, head do setor no Brasil, os novos hábitos de consumo, incitados pela pandemia da Covid-19, deram ainda mais vida a criações focadas em experiência híbridas, em que as pessoas podem, por exemplo, comprar online e retirar o produto na loja física, e a trabalhos que levam as marcas a trocarem mensagens com seus clientes. “O comportamento do consumidor altera de forma determinante a dinâmica do marketing digital, uma vez que a principal característica desse tipo de disciplina é mensurar constantemente contextos e respostas humanas”, diz a profissional. Para Fernanda, as soluções de martechs e adtechs vieram para agregar às estratégias digitais, principalmente, no sentido de otimização de processos e resultados, “já que o potencial de customização que essas plataformas digitais oferecem é infinito”. A profissional, ainda, com exclusividade ao ProXXIma, aborda em que um profissional de marketing precisa estar antenado para acompanhar a evolução da sociedade e do mercado.

 

Fernanda Guimarães, head de Creative Shop do Facebook no Brasil (crédito: divulgação)

Meio & Mensagem – Qual é o papel do Creative Shop no marketing digital dos anunciantes?
Fernanda Guimarães – O Creative Shop é uma equipe interna e global do Facebook que apoia empresas na cocriação de projetos que possam explorar ao máximo o potencial criativo das nossas plataformas. Combinamos uma compreensão prática dos desafios de negócios dos clientes com a capacidade de criar soluções criativas alinhadas às melhores práticas da indústria, para empresas de todos os tamanhos. Somos parceiros das agências e anunciantes no desenvolvimento dessas campanhas, trazendo metodologias, soluções, dados de pré-testes e, é claro, ideias. A importância do Creative Shop em uma campanha é garantir que anunciante e agência estejam extraindo o máximo potencial de criatividade e eficiência que aquele projeto pode ter, considerando toda a gama de produtos e serviços disponíveis nas nossas plataformas. Nosso trabalho, sempre, parte de um desafio de negócio. Seja criando um novo produto, modernizando uma marca tradicional ou ajudando a alavancar vendas durante uma data importante, adotamos estratégias mensuráveis, para garantir que estejamos entregando resultados reais e palpáveis. Outra vantagem interessante é que, por sermos parte de um time global, temos a oportunidade de testar diversas iniciativas com clientes no mundo todo. E, assim, conseguimos rapidamente obter insights sobre o que funciona e o que não funciona, compartilhar aprendizados e escalar e aplicar localmente as soluções criativas que tiverem mais impacto.

M&M – Diariamente, o comportamento do consumidor está sujeito a mudanças. Vimos isso ganhar ainda mais força em 2020. Como essas alterações de desejos e interesses dos usuários alteram a dinâmica do marketing digital?
Fernanda – O comportamento do consumidor altera de forma determinante a dinâmica do marketing digital, uma vez que a principal característica desse tipo de disciplina é mensurar constantemente contextos e respostas humanas. Durante o atípico ano de 2020, por exemplo, fomos pouco a pouco percebendo mudanças significativas nesse sentido e, logo, os dados evidenciaram que o consumo estava totalmente adaptado ao novo momento, fosse na consciência de uma compra, na incorporação de novos serviços ou até mesmo na obsolescência de alguns hábitos. Nesse contexto, anunciantes de todos os tamanhos que estiveram atentos a esse movimento e tiveram fôlego para reagir, encontram-se em posição de vantagem competitiva. Um estudo divulgado no final do ano passado pelo Facebook IQ, unidade de insights digitais do Facebook, mostrou, por exemplo, que no Brasil 75% dos consumidores pesquisados experimentaram pelo menos uma nova plataforma de comércio digital pela primeira vez desde o início da pandemia. Outro exemplo foi a transformação das plataformas de mensagens em um dos principais canais de comércio, durante a pandemia. No mesmo estudo mencionado anteriormente, grande parte das pessoas entrevistadas sinalizaram que estariam mais propensas a considerar a compra em uma empresa com a qual pudessem trocar mensagens.

M&M – No dia a dia, em que um profissional de marketing precisa estar antenado?
Fernanda – O profissional de marketing precisa estar informado, sobretudo, sobre pessoas. É para elas e com elas que ele vai trabalhar, durante todo o tempo. Pouco adianta estar imerso em técnicas e números, se não nos mantivermos atentos e conectados com a cultura, com os desejos, tendências e comportamentos de quem gostaríamos de chamar para uma conversa. Além disso, considerando o momento que estamos vivendo, adicionaria a esse olhar atento sobre as pessoas a necessidade de um entendimento mais amplo das causas que são urgentes a elas. No Creative Shop, todas as nossas ideias são construídas sob essa lógica. Cada usuário que se conecta às nossas plataformas diariamente, sejam elas o Facebook, o Instagram ou o WhatsApp, está de alguma forma buscando conexão, amigos, contato. E, é nesse ambiente que as marcas estão inseridas, em meio a conexões humanas. Diria que uma vez que esse radar para pessoas esteja coberto e representado, há muito espaço e possibilidades para serem explorados do ponto de vista da instrumentação técnica, desde o entendimento da mensuração e leitura de dados até a imersão em inovações com realidade aumentada e virtual.

M&M – Como as soluções de martechs e adtechs contribuem com os objetivos da marca?
Fernanda – Essa grande gama de soluções veio para agregar às estratégias digitais, principalmente, no sentido de otimização de processos e resultados, já que o potencial de customização que essas plataformas digitais oferecem é infinito. Nunca me esqueço de quando vi, pela primeira vez, uma campanha digital que precisou ser desenhada no Excel, tamanha a quantidade de peças, formatos e mensagens — eram 200, 300 variações. Na hora de adaptar cada peça, segmentar, mensurar, entender todos esses dados, soluções automatizadas tornaram-se essenciais. Isso aplica-se tanto às soluções em si quanto aos próprios processos. Todo o ecossistema tornou-se mais complexo.

*Crédito da foto no topo: Oleg Magni/Pexels

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