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Martechs ajudam marcas a serem mais diversas

Segundo Cathyelle Schroeder, do Grupo Boticário, o marketing digital auxilia na construção de um compromisso mais assertivo com os negros

Victória Navarro
10 de maio de 2021 - 6h00

A tecnologia auxilia no desenvolvimento de negócios que buscam sucesso responsável e perenidade como resultado de ações pontuais. De acordo com Cathyelle Schroeder, gerente de branding e comunicação do Grupo Boticário, o marketing digital e as ferramentas de martechs auxiliam marcas a assumirem um compromisso mais assertivo com os negros em suas comunicações e produtos. “A tecnologia é uma das ferramentas de democratização de espaços, pois tende a facilitar nossa comunicação, além de estreitar relações”, diz, com exclusividade ao ProXXIma. A profissional, ainda, aborda a importância de integrar os meio off-line com o online e das redes sociais no dia a dia de marketing e explica como o Grupo Boticário leva inovação para sua comunicação com os clientes.

 

Cathyelle Schroeder, gerente de branding e comunicação do Grupo Boticário (crédito: divulgação)

Meio & Mensagem – Como utilizar as ferramentas de martechs e marketing digital para alcançar, cada vez mais, o negro, nas comunicações de marca?
Cathyelle Schroeder – A tecnologia é uma das ferramentas de democratização de espaços, pois tende a facilitar nossa comunicação, além de estreitar relações. O marketing digital e as ferramentas martechs fazem parte da estratégia para desenvolvimento de negócios que buscam sucesso responsável e perenidade como resultado de ações pontuais. À exemplo disso, no Natal de 2020, veiculamos uma campanha incrível que representa o posicionamento e os sentimentos legítimos da marca, na defesa de uma sociedade antirracista. Tudo estava dentro de um contexto social. Apresentamos o amor e a presença negra com naturalidade, colocando a equidade racial na prática para estimular reflexões necessárias e urgentes. Durante os meses de novembro e dezembro, criadores de conteúdo digital negros estiveram presentes nas redes de Boti, assim como o Boti esteve presente nas redes desses influenciadores, explorando diferentes frentes e assuntos que envolviam a marca. Juntos, criamos conteúdos para diferentes redes sociais. Ampliamos a conversa para além da violência. Pelo contrário, trouxemos à superfície assuntos como empregabilidade, família, masculinidade e beleza. Vemos o racismo como um problema de todos, um universo que engloba inclusive grandes empresas. Mais que uma tendência de mercado, é uma tendência evolutiva discutirmos as consequências de opressões aos minorizados. Não é possível se manter isento. E, isso é positivo, especialmente na voz de grandes marcas que têm o compromisso de fomentar esse pensamento por meio de suas pessoas, comunicações e produtos.

M&M – O digital já assume um papel importante na vida dos consumidores. E, para as marcas entrarem em contato com seus clientes, é preciso estar online. Qual é a importância de integrar o meio físico com o digital?
Cathyelle – O atual cenário mostra que, cada vez mais, existe uma necessidade das marcas estarem ativamente no meio online, não apenas para um pronto atendimento ao consumidor final, como também para o seu posicionamento enquanto parte de uma sociedade que, no caso do Brasil, é plural e diversa. Mais do que estar nas redes sociais, é necessário possuir uma comunicação assertiva, que vá além dos seus serviços e produtos. É preciso trazer conversas e discussões relevantes, além de contar com parceiros em demais perfis de influência e meios de comunicação que agregam valor. Tudo isso é parte da jornada digital do consumidor, onde cada vez mais o papel da marca é diminuir os atritos de informações e se tornar relevante na jornada de consumo de cada um dos usuários, customizando e formatando mensagens e conversas que sejam relevantes para ele. Nesse sentido, é fundamental contar com a expertise de um time integrado e atualizado, sem mais separar a experiência do consumidor em dois momentos, on e off, entendendo que ambos se complementam e dão contexto ao consumo e relação com a marca.

M&M – Qual é a importância das redes sociais no dia a dia do marketing? Quais ferramentas têm ganhado destaque nos últimos tempos?
Cathyelle – As redes sociais são, hoje, uma vitrine da marca e os conteúdos precisam refletir muito além de uma publicação. Rede social é sobre relacionamento. Nos possibilita trocas e aproxima o Boti do cliente mesmo que de longe. Nossa comunidade é imensa e a troca, por meio do engajamento, é reflexo de uma estratégia assertiva. Por meio de um post, conseguimos transmitir a essência da marca, apresentar o produto, além de auxiliar nossa comunidade em possíveis dúvidas. Principalmente, nesse momento difícil que estamos vivendo, as redes tornaram-se uma conexão essencial e, com elas, conseguimos levar empatia e carinho mesmo que separados por uma tela. Sobre as plataformas, o Twitter é, hoje, um grande mapa de conversas em tempo real e rede responsável por pautar muitos temas que transitam nas comunidades. Por meio de conteúdos dinâmicos, o TikTok vem aproximando bastante a marca de seu público e ampliando o universo criativo, via creators nativos da plataforma. O Clubhouse, rede social com bate-papos via áudios, ganhou bastante destaque, nos primeiros meses do ano, e, embora não seja uma rede social inclusiva, a plataforma pode ser um espaço aberto de discussão sobre assuntos do momento e trocas com personalidades famosas. Optamos, também, por disponibilizar o atendimento via omnichat como facilidade para o dia a dia das pessoas. Novamente, é sobre estar inserido na jornada de cada usuário, gerando conversas e mensagens relevantes na plataforma em que ele opte por buscar informações e se aproximar das marcas.

M&M – Como o Grupo Boticário leva inovação para sua comunicação com os clientes?
Cathyelle – O Grupo Boticário acredita na tecnologia como uma ferramenta de solução: dos problemas do consumidor, do colaborador e de todos os stakeholders. Isso vale para a experiência em loja, para o e-commerce e todos os outros pontos de contato com as nossas marcas. O conceito do omnichannel, já bastante amplificado, segue muito atual: o consumidor é impactado nas redes sociais, recebe estímulos em outros formatos, procura recomendações e avaliações dos produtos e pode escolher onde vai comprar. Às marcas cabe estarem disponíveis para conversar e dar acesso aos seus produtos no canal que o público escolher. Por isso, desde 2109, o GB vem ganhando musculatura na área de tecnologia e na cultura ágil, para acompanhar o mercado. Fruto dessa transformação é a internalização dos fluxos e entregas de tech e inovação, que garantem o dedo no pulso e a velocidade que nossos consumidores e parceiros do varejo nos demandam. Aqui, tecnologia é como a gente chega e garante todas as partes do processo: desde a análise de dados, previsão de demanda até organizar o processo fabril, bem como chegar ao consumidor complementando a experiência no comércio eletrônico. Investimos em uma ferramenta de realidade aumentada, por exemplo, que ajuda a se maquiar de forma digital e interativa para escolher o melhor produto.

*Crédito da foto no topo: David Yu/Pexels

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