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Quais são os desafios das SaaS no marketing?

David Laloum, sócio e CSO da Distrito, e André Fonseca, fundador e CEO da Bornlogic, falam sobre o avanço das plataformas de software as a service e os obstáculos de adesão e comunicação

Taís Farias
11 de maio de 2021 - 6h00

 

(Crédito: Metamorworks/iStock)

Cada vez mais popular, a sigla SaaS é a abreviação do termo software as a service ou software como serviço, em tradução livre. Apesar hoje estarem em franca expansão, as SaaS em sua origem representam uma transformação na jornada do consumidor. Antes desse conceito se disseminar e se tornar o foco de muitas empresas e processos de desenvolvimento de produtos, uma companhia precisava adquirir e gerenciar uma série de softwares dentro de sua operação. Para além de pagar por eles, era necessário, por exemplo, manter suas licenças em dia, dedicar um computador para recebê-los, além das taxas de manutenção e atualização.

Nesse contexto, as empresas SaaS nascem com a proposta de oferecer esses softwares como uma plataforma de serviços. Assim, elas são disponibilizadas online e o cliente só precisa acessar, sem a necessidade de aquisição, instalação, etc. Com esse modelo, a desenvolvedora SaaS também é responsável por toda a manutenção do software e, em alguns casos, até auxilia o cliente em como melhor aproveitar sua ferramenta. As SaaS estão espalhadas pelos mais diversos setores, facilitando uma série de processos.

Mas, como marketing e as SaaS se cruzam? Já existem muitas plataformas de software as a service voltadas para o marketing, especialmente, nas disciplinas de CRM e captura e análise de dados e métricas. Ao mesmo tempo, as empresas SaaS vivem o desafio de desenvolver suas próprias estratégias de marketing para alavancar seus negócios e se consolidar no mercado.

Por que as SaaS crescem tanto?
Para David Laloum, sócio e CSO da Distrito, o avanço das SaaS no campo do marketing aponta para uma busca das empresas por uma gestão de marketing mais profissionalizada e escalável, atributos que podem ser conferidos pelas plataformas de software as service. Com essa visão mais estruturada, as soluções SaaS se tornam não só estratégicas, como também necessárias. O avanço das disciplinas de growth nas empresas também aceleram essa busca. “Os princípios de growth precisam de ferramental e inteligência de dados”, explica o CSO. Esse movimento aproxima as companhias das ferramentas que, além de facilitar, ajudam a escalar essa gestão.

André Fonseca, fundador e CEO da Bornlogic, empresa que nasceu como uma SaaS e se propõe a acelerar a transformação digital do lojista no varejo, aponta o intenso processo de digitalização dos últimos meses como catalisador para esse processo. “Sem dúvida todo esse movimento de transformação digital é o responsável por essa corrida para as plataformas de tecnologia”, aponta o executivo. Para ele, a aproximação das plataformas SaaS é uma forma das companhias suprirem seus gaps em tecnologia e inteligência de dados.

“Uma das premissas dessas plataformas é a transferência de know-how. Você pode acessar o serviço sem uma estrutura mais complexa dentro da sua operação”, aponta Laloum. Nesse sentido, as SaaS também representam um grande custo benefício, já que oferecem escalabilidade e capacidade de segmentação por um preço acessível nas assinaturas.

Desafios de adesão
Apesar das vantagens, ainda existem algumas barreiras quando se fala da adesão a plataformas SaaS. O CSO da Distrito destaca que ter uma cultura de aprendizado constante dentro das empresas é um ponto essencial. “Você precisa abraçar a mudança de hábitos mais antigos e menos eficientes pelo uso de ferramentas”, afirma. Mais do que disposição a aprender, é preciso que os profissionais sejam treinados e capacitados para usar as ferramentas da melhor forma.

“A transformação digital não é só ligar um software”, ilustra André Fonseca. “Em todo processo digital, é preciso tirar tudo o que está na cabeça das pessoas e espalhar o uso desse software de uma maneira padrão para escalar”, acrescenta. Outro ponto chave é manter a visão estratégica, já que as plataformas SaaS são apenas facilitadoras do processo.

Comunicação SaaS
Já quando o assunto é a comunicação das plataformas de software as a service, educação é o termo chave. David Laloum, que conta na Distrito com uma vertical de SaaS, destaca que essas empresas, em sua maioria, apresentam um modelo novo de resolução de problemas. “O primeiro desafio é um desafio de entendimento por parte do mercado”. Mas não para por aí. Além de apresentar o serviço, é preciso ter didatismo sobre como usar a ferramenta. “Não é largando uma senha que a pessoas vai saber como usar”, diz o executivo.

Na Bornlogic, André Fonseca criou uma nova categoria e teve que, literalmente, explicar os atributos de inovação de seu produto para o mercado. Ele acredita que é preciso ter muito entendimento sobre seu produto, modelo de comercialização e ticket médio para estruturar essa entrada. “Esses arquétipos da empresa fazem a diferença de como você se apresenta”, conta.

*Crédito da foto no topo: Reprodução

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