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Escalonamento e agilidade: a importância da adesão ao cloud

Para Gabriel Vallejo, vice-presidente de marketing da Oracle para a América Latina, a nuvem ajuda a fornecer serviços de fácil acesso, baixo custo e com garantia de disponibilidade

Victória Navarro
21 de junho de 2021 - 6h00

A indústria da tecnologia da informação (TI) tem utilizado muito o termo computação em nuvem. A tecnologia permite a oferta sob demanda de recursos do sistema de computadores, como armazenamento de dados, sem o gerenciamento ativo direto do utilizador. A fim de fornecer serviços de fácil acesso, baixo custo e com garantia de disponibilidade e escalabilidade, a nuvem é uma realidade dentro da publicidade digital. Com exclusividade ao Meio & Mensagem, Gabriel Vallejo, vice-presidente de marketing da Oracle para a América Latina, afirma que o profissional do mercado publicitário não pode ser mais focado apenas em áreas de consumer insights, canais, branding ou ativação de evento, mas sim conectado às soluções de martechs.

 

Gabriel Vallejo, vice-presidente de marketing da Oracle para a América Latina (Crédito: Divulgação)

Meio & Mensagem – Escalonamento está relacionado à rapidez, segurança e confiança. Qual é a força da nuvem em escalar a inovação em processos que melhorem o relacionamento entre marca e consumidor?
Gabriel Vallejo – A oferta de cloud é habilitadora de inovação. A velocidade que as empresas precisam ter, para responder a novos comportamentos e desejos dos clientes, é necessária. Uma marca que consegue se adaptar mais rápido a um novo contexto e estar presente, de forma relevante, para aquela audiência com a qual quer conversar, por meio de conexão, é exitosa. Por trás disso, a tecnologia passa a ser muito importante, porque possibilita que as empresas possam tentar, de forma rápida, realizar testes, errar, solucionar o erro e aprender a escalar experiências dos clientes. Por conta da Covid-19, muitas empresas tiveram que se reinventar. Com os dados, é possível fazer leituras mais assertivas e ágeis, em relação ao comportamento. Porém, por outro lado, dado é informação e informação gera opinião. O consumidor está muito mais preparado e tem olhar crítico para tomar as próprias decisões.

M&M – Como o analytics e as martechs têm gerado ganhos de escala, automação e eficiência para a compra de mídia dos anunciantes?
Vallejo – Os dados têm gerado eficiência na dinâmica de compra de mídia e na gestão dos canais de contato com a audiência. Mas, vai muito além disso. Quando se usa a tecnologia, é possível ser mais assertivo em relação ao entendimento da jornada do consumidor e de quais são os gatilhos de mensagem que melhor engajam a audiência. Consegue-se entender melhor quais são os principais pontos de contato e qual momento do dia que aquele público responde melhor ou não. Porém, não é só isso. O marketing olha para a comunicação, a geração de demanda e a interação, mas também busca inovação e desenvolvimento de produtos. O marketing procura escutar a opinião do cliente para que essa opinião vire inovação, solução ou melhoria de serviço.

M&M – O digital ganha mais força. Como o CMO do futuro deve se preparar diante das transformações tecnológicas e comportamentais dos consumidores?
Vallejo – Para falar sobre isso, há três aspectos: o organizacional, o do consumidor e o do perfil dos profissionais de marketing. Sob a ótica do primeiro, com o fato da tecnologia ter ganhado força, o CMO precisa estar alinhado à área de recursos humanos. Não adianta só falar que a marca tem um propósito, é preciso entregar isso na prática. E, o consumidor é atento, inteligente, está trocando informação e vendo tudo o que as marcas fazem. Sobre o segundo aspecto, uma das grandes belezas do marketing é estudar o comportamento das pessoas. O CMO do futuro precisa ter preocupação quadruplicada em relação a isso. Estamos passando por uma pandemia que não estava prevista. Ter a cabeça para o novo e focar na disrupção é fundamental. O terceiro aspecto tem a ver com os profissionais de marketing. Antes, olhávamos para o marketing sob a ótica criativa e de canais. Agora, precisamos olhar, também, sob a ótica de dados. O grande desafio é montar um time multidisciplinar, alinhado à inspiração empírica do entendimento do comportamento com a ciência do estudo do comportamento humano e a ciência de dados. O time de marketing tem que ter uma perna muito forte para o entendimento de dados e o uso de martech.

M&M – Qual é a importância de criar presença de marca no dia a dia dos consumidores? E como usar as soluções de martechs e adtechs nesse processo?
Vallejo – Estar presente na vida do consumidor é fundamental para que ele considere a marca como possível solução de vida. O que muda é a relevância desse contexto, porque o tempo das pessoas é muito mais caro do que no passado. As soluções de martechs e adtechs vêm para habilitar esse diálogo, para suportar que essa estratégia de jornada do cliente seja bem estabelecida para cada perfil de público que essa empresa tem. Quando olhamos para soluções, as empresas têm a possibilidade de construir réguas de comunicação específicas por grupo de clientes, por ultra segmentação e por temas de interesse, seja por comportamento de consumo prévio, seja por análise de informação de possibilidade de próxima compra. Consegue-se estabelecer comunicação de forma mais bem estruturada e sistematizada, o que garante mais assertividade. As adtechs ajudam a entregar as mensagens em canais de forma eficiente, maximizando o uso do investimento, para fazer com que os anunciantes tenham mais êxito nas campanhas.

*Crédito da foto no topo: Piranka/iStock

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