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Brandtechs promovem transformação no marketing

A metodologia permite que, por meio da tecnologia, diversas áreas se conectem em prol da conversão de marcas em poderosas plataformas de relacionamento e de negócios

Victória Navarro
14 de julho de 2021 - 6h00

Quando a tecnologia auxilia e move a conexão entre diferentes áreas de uma empresa, seja marketing, vendas ou experiência do cliente, em direção a um mesmo propósito, o de transformar uma marca em uma poderosa plataforma de relacionamento e de negócios, se coloca em prática a metodologia brandtech. Essa integração utiliza recursos como design, inteligência artificial, aplicativos e análise de dados, que permitem medir a performance de forma integrada, desde a estratégia até a percepção do anunciante pelo cliente, e possibilita a adoção de melhorias, obtenção de insights e novos modelos de negócio, de forma ágil.

 

Segundo a Gartner, neste ano, os investimentos, ao redor do mundo, em TI deverão ter, em comparação com 2020, um aumento de 8,4% (crédito: Getty Images)

Segundo Gustavo Hansel, CEO da GH Branding, focada em levar soluções para as marcas via estratégia, design, conteúdo e tecnologia, o termo brandtech ainda é muito novo, no Brasil. “Existem poucos players aplicando essa metodologia, por aqui. A combinação e interligação de todas essas áreas exige um perfil de profissional muito arrojado, com diversos conhecimentos em várias plataformas de conexão de dados diferentes”, diz. O termo floresceu junto com empresas tecnológicas do Vale do Silício, as chamadas scale-ups. Portanto, pela natureza do negócio, tem sido adotada, com mais frequência, pelas startups. No entanto, ressalta Gilberto Caparica, vice-presidente de práticas estratégicas da Qintess, empresa que busca promover a transformação digital, o marketing brasileiro, sempre, teve vocação inovadora e, a partir do momento em que as empresas enxergarem, os benefícios utilizarem o approach de brandtech, vão correr atrás da digitalização de suas marcas. Nesse sentido, sairão na frente as agências e empresas de tecnologia que estiverem prontas para suportar seus clientes, nesse processo.

Neste ano, os investimentos, ao redor do mundo, em tecnologia da informação (TI) deverão ter, em comparação com 2020, um aumento de 8,4%. Ademais, a fonte de fundos para novas iniciativas de negócios digitais virá com mais frequência de departamentos de negócios como cloud computing, core business, segurança e experiência do cliente. Os dados são de estudo da consultoria Gartner.

A fim de ampliar a metodologia brandtech dentro das companhias, a Qintess e a GH Branding firmaram parceria. A QTEX (Qintess Total Experience powered by GH Brandtech) vem para aproximar, ainda mais, as estruturas de ambas as empresas, somando expertises bilaterais de experience management com a robustez de outros pilares como agile automation e analytics and decision science — integrando marketing, tecnologia e análise preditiva, para impulsionar os negócios sustentáveis das marcas, com real conexão emocional e social com seus consumidores, além de permitir a identificação rápida de novos espaços de negócios.

Performance e branding
No Brasil, afirma Gustavo, a melhor maneira de fomentar a cultura da performance atrelada ao branding é demonstrar resultados: “Isso fica muito aparente e evidente, nos primeiros meses de aplicação da metodologia brandtech. São várias fontes de dados, que combinam as mais diversas áreas da empresa. Assim, como qualquer implantação de tecnologia, existe o caos. Depois dessa primeira onda, os processos começam a ficar mais claros e os times envolvidos passam a entender melhor o seu papel, para o flywheel começar a girar de maneira mais automática”.

Enquanto alguns negócios passam por dificuldades em se adaptar a essa nova realidade, mais tecnológica, outras empresas se destacam, especialmente aquelas que nasceram no ambiente digital. “A boa performance dessas empresas deve inspirar as mais tradicionais a adotarem essa abordagem”, diz Gilberto. Para o profissional da Qintess, é provável que um maior fomento de cultura de performance atrelada ao branding aconteça a partir da conscientização das lideranças e dos núcleos de inovação das companhias, que sentirão, cada vez mais, a necessidade de buscar parceiros preparados para inseri-las no mundo dos negócios mais digitais.

Para unir os pilares de branding e performance, definir o propósito da empresa é fundamental. Gustavo explica que não existe uma regra. Levar em conta o princípio da experimentação e realização de testes, para compreender qual deles trará os melhores e mais rápidos resultados, é pertinente. “O ideal é que todas as ações de comunicação e marketing do negócio, sejam de curto, médio ou longo prazo, tenham objetivos definidos e que entendam e levem em conta tanto as ações de branding quanto as de investimentos em performance”, adiciona. Para isso, diz, a ferramenta mais importante é a NSM (North Star Metric), que traz à tona uma métrica central para toda a estratégia de branding e performance de uma empresa. No Spotify, por exemplo, o dado, que orienta todas as áreas, é o tempo de áudio escutado dentro do aplicativo. Isso quer dizer que, qualquer ação tomada dentro da empresa, precisa refletir neste número. Tudo fica alinhado e todos sabem exatamente qual é o indicador mais importante da empresa.

*Crédito da imagem no topo: David Yu/Pexels

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