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Marketing de afiliados: vendas crescem no Brasil

A estratégia visa divulgar marcas, produtos e serviços via inserção de anúncios em meios remunerados por desempenho

Victória Navarro
19 de julho de 2021 - 6h00

O marketing de afiliados é uma estratégia de marketing que visa diversificar os canais de vendas de uma marca, por meio da inserção de anúncios em outros meios, remunerados por desempenho. Já um programa de afiliados consiste em unir as duas pontas do processo de comercialização. O modelo, em 2020, ganhou destaque e passou a compor o plano de grandes marcas. Dos US$ 3,8 bilhões investidos em anúncios em plataformas digitais, no ano passado, no Brasil, por exemplo, US$ 152 milhões foram destinados, diretamente, àquelas de afiliados. O dado é do estudo Awin Report 2021, realizado pela Awin a fim de compreender como esse segmento está contribuindo com o aumento de transações no e-commerce.

 

De acordo com o Awin Report 2021, no Brasil, US$ 152 milhões foram destinados à plataformas de afiliados (crédito: FreePik)

No período de primeira onda da pandemia do novo coronavírus, em maio de 2020, houve um crescimento de 72% nas vendas geradas pelo setor. Em junho, quando as lojas começaram a reabrir, aconteceu um aumento de 19% nos cliques em publicações. No primeiro semestre, pôde-se ver um crescimento de 23% no número de clientes online únicos. Espera-se que, ainda de acordo com o levantamento da Awin, até o fim deste 2021, o valor investido em marketing para afiliados cresça em mais de 13%, atingindo US$ 170 milhões.

Segundo Rodrigo Genoveze, country manager da plataforma de afiliados Awin, a estratégia é uma ótima forma de o anunciante conhecer novos usuários e, assim, poder trazer essas pessoas para a sua própria base. A representatividade do marketing de afiliados se dá por meio da divulgação. Mas, destaca Eduardo Fleury, CEO da plataforma Lomadee, é importante lembrar que um plano completo de marketing digital vai além do seu alcance e influência: “Para que os consultores e revendedores online obtenham sucesso, é necessário que as empresas invistam em campanhas de branding, ofereçam boas experiências ao consumidor e, claro, preços e comissões atrativas”.

No País, afirma Eduardo, o marketing de afiliados ainda é pouco explorado, em comparação com o mundo. “Temos um processo de digitalização ainda muito recente. Nossa transformação digital teve início no final da década de 1990, período no qual surgiu a grande rede de computadores. Muitas empresas ainda estão aderindo à Indústria 4.0, digitalizando desde sua cadeia de produção até suas estratégias de venda de marketing”, explica. Além disso, segundo os dados do TIC Domicílios 2019, levantamento sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação realizada pelo Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação (Cetic.br) e vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, três em cada quatro brasileiros acessam à internet, o que equivale a 134 milhões de pessoas. Embora a quantidade de usuários e os serviços online utilizados tenham aumentado, ainda persistem diferenças de renda, gênero, raça e regiões.

Porém, aponta Rodrigo, da Awin, o Brasil está na frente de todos os países da América Latina e vem se aproximando de mercados na Europa. “Os Estados Unidos e o Reino Unido são os mercados mais maduros e isso se deve muito ao foco (inclusive pré-pandemia) na compra online. Nesses mercados, os anunciantes relatam já ter 30% do investimento de marketing digital dedicado à afiliados”, diz.

Crescimento do e-commerce, devido a pandemia do novo coronavírus e a mudança na estratégia dos anunciantes para o canal digital; foco no retorno sobre o investimento (ROI) e na rentabilidade que fez as marcas apostarem em custo por aquisição (CPA); e aumento da maturidade do afiliado, com um foco de transparência foram alguns dos motivos que, de acordo com o country manager, ajudaram a crescer o marketing de afiliados no Brasil. “Percebemos que diversificar as estratégias, apostar em ações de marketing com foco em performance, ter visibilidade e controle sobre os gastos dessas campanhas é essencial para alcançar resultados relevantes. O mercado digital tende a ficar saturado, no sentido de estratégias e canais de comunicação. Por isso, apostar na diversificação e saber onde o consumidor está, é uma vantagem competitiva muito grande”, adiciona o profissional da Lomadee.

Braço comercial
Na estratégia, o afiliado atua como um braço comercial, remunerado apenas se conseguir gerar uma venda. Esta é a base do CPA. Outra vantagem que as redes de afiliados oferecem é de ajudar na rentabilidade de cada venda. O objetivo é auxiliar o afiliado a converter mais rápido e conseguir ser o first e last click, sem gerar custos adicionais de mídias pagas ao anunciante, aumentando, assim, a rentabilidade de cada venda. Com menos mídia paga, o anunciante terá que pagar somente o CPA. Por último, afirma Rodrigo, é importante destacar que a marca é dona do programa de afiliados. Dessa forma, a marca toma a decisão de com quais afiliados quer trabalhar. “Não se deve analisar o canal como um todo, certos afiliados podem trazer vendas mais ou menos rentáveis. Tem que ser feito um deep dive nos afiliados, para saber quais estão agregando mais valor e construir uma parceria de ganha e ganha entre anunciante e afiliado”, acrescenta.

*Crédito da imagem no topo: Champc/iStock

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