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Qual é o papel do design aliado ao marketing?

Comunicação visual integrada entre meios online e offline é essencial para gerar lembrança de marca e impactar na experiência do usuário em diversos meios

Giovana Oréfice
26 de agosto de 2021 - 11h56

 

Contar com um time com bons designers é essencial para o sucesso do produto final (crédito: StartupStockPhotos/Pixabay)

Uma das melhores respostas de sucesso de marca é o poder de associação dos consumidores com uma identidade visual bem expressa, por meio de elementos de design. Seja por um logotipo como um todo, como ocorre na maioria das vezes, ou por cores e formas específicas, uma lembrança de marca bem construída se pauta em um trabalho de design por trás de todos os esforços. Com a ascensão das plataformas digitais, que se apresentam como canais adicionais para a atuação do marketing de empresas, a comunicação visual extrapola os meios físicos se estendendo para o ambiente virtual, em redes sociais ou e-commerce, por exemplo. Portanto, qual é a importância de um design bem elaborado quando se trata da experiência dos consumidores? 

“No marketing digital a comunicação visual é importante assim como no varejo, e assim como em qualquer outra mídia, para que seja mantida uma constância de identidade aonde a pessoa que está sendo impactada, por qualquer ação, marca ou comunicação, entenda a constância dessa comunicação e saiba logo de cara quem está comunicando com ela”, afirma Guilherme de Toledo Costa, CMO da Pricefy, que se posiciona no mercado como uma retailtech. Designer por formação e especializado em marketing, o profissional classifica o papel do ofício como essencial para que produtos, marcas e diversas outras formas de comunicação atinjam o que é proposto. Atualmente, o propósito da Pricefy é transformar o relacionamento do varejo físico com o shopper por meio da tecnologia e inteligência de preço, já tendo atendido mais de 4 mil clientes, entre eles nomes como Grupo GPA, Carrefour, Rihappy e Leroy Merlin. 

Para o CMO, uma entrega efetiva é aquela em que a padronização da identidade visual seja empregada em diversos canais, sejam eles on ou offline, para que a experiência do usuário seja impactada em todos os pontos em que a marca se propõe a estar. Como exemplo, ele cita a atuação da própria Pricefy, que realiza a atração de possíveis prospects com base no estabelecimento de uma marca sólida e com força, construída a partir de uma comunicação constante em todos os canais para que os clientes saibam facilmente com quem estão conversando. 

“Durante toda a jornada do consumidor, ou seja, nesse primeiro momento de marketing ao nosso momento de vendas e pós-vendas, mantemos esse estabelecimento de comunicação visual, de marketing de design em todo o processo”, explica. Aos varejistas com os quais a retailtech atua, a Pricefy procura sempre posicionar a sua especialidade da importância de se ter a padronização visual também nos PDVs. Segundo ele, cabe ao varejista, através da sua comunicação, centralizar a atenção do usuário através dos seus materiais para que ele se concentre naquilo que pretende comprar. Também, é reforçada a questão da comunicação omnichannel, que abraça o marketing digital, consequentemente, para que as ofertas sejam oferecidas de forma impactante em meios como redes sociais e aplicativos.

Foi através da integração de funcionalidades do ambiente online com o físico que a Pricefy construiu, ao lado da Leroy Merlin, um case de sucesso. O ponto de partida para a ação foi padronizar a comunicação visual que, conforme salienta Guilherme, faz parte de uma boa operação de loja. Por meio da especialidade dos designers da Pricefy e uma reestruturação da arquitetura digital da companhia, a varejista francesa do segmento de home center foi capaz de unificar diversas informações em uma única comunicação. A ficha técnica dos produtos, funcionalidade muito presente na loja online, pode agora ser encontrada também nas unidades físicas. Os resultados são satisfatórios: hoje, a Leroy Merlin utiliza a plataforma implantada pela Pricefy para criar mais de 1,5 milhão de etiquetas de preços e 200 mil cartazes de promoção mensais. 

Tecnologia a favor do design
O executivo lembra que, no começo de sua formação, o design era majoritariamente manual. Com a chegada de tecnologias sofisticadas, com computadores de ponta e softwares, a profissão pôde se beneficiar da impressão facilitada e da massificação da comunicação. Contudo, o CMO alerta que um bom designer é aquele que se aprofunda em estudos de comunicação visual e semiótica, por exemplo, além de ter um histórico de referências. Guilherme salienta ainda que, sobretudo, é importante que haja um aprofundamento no negócio para o qual se está trabalhando. “É necessário se aprofundar no negócio e entender a importância daquilo que se está fazendo para entender para onde a empresa e o negócio estão indo, quais são as ambições de crescimento e por que aquilo que ele está desenvolvendo faz alguma diferença”, acrescenta. 

*Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

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