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Super apps: como as marcas podem ampliar engajamento?

Segundo Olívia Nercessian, head de PR e public policy na Movile, oferecer uma diversidade de serviços na mesma aplicação facilita a experiência do usuário

Victória Navarro
13 de setembro de 2021 - 6h00

Super apps permitem que os usuários realizem diversas atividades em uma única plataforma online. Dentro desses aplicativos, é comum os consumidores conseguirem trocar mensagens, realizar transações bancárias, fazer compras e até mesmo agendar entregas a domicílio. A busca incessante por antecipar-se a qualquer necessidade do consumidor fez com que empresas e instituições financeiras trabalhassem de forma mais agregadora, o que permite oferecer uma diversidade de serviços na mesma aplicação para facilitar a experiência do usuário, explica Olívia Nercessian, head de PR e public policy na Movile, empresa focada em tecnologia à frente de investimentos no iFood, MovilePay, Zoop, Afterverse, Sympla e PlayKids. Porém, ressalta, “acreditamos muito no modelo de ecossistema, mais do que no conceito de super app. Ou seja, empresas independentes, com estratégias específicas, mas integradas, e que conseguem, trabalhando em conjunto, oferecer as melhores soluções para os clientes”. Segundo a executiva, após expandir a estratégia principal, as marcas conseguem ampliar o engajamento e conquistar outros públicos, ao oferecer um serviço financeiro ou outras soluções verticalizadas dentro dos aplicativos.

Em agosto deste ano, a Movile recebeu um aporte de R$ 1 bilhão do grupo holandês Prosus. Esse investimento “reforça nosso compromisso de investir na América Latina, auxiliando no seu desenvolvimento e impactando positivamente a vida das pessoas da região. O grande foco dessa entrada de capital é investir em três teses: fintechs, logística e games, além do iFood, hoje nosso principal negócio”, diz Oliva.

Ao Meio & Mensagem, a head de PR e public policy na Movile aborda como a empresa vem caminhando em direção aos super app e qual é a importância do marketing digital, dentro do setor de aplicativos.

 

Olívia Nercessian, head de PR e public policy na Movile (crédito: divulgação)

Meio & Mensagem – O termo super app surgiu no sudeste asiático. De qual forma o mercado de aplicativos brasileiro vem investindo nessa categoria?
Olívia Nercessian – A busca incessante por antecipar-se a qualquer necessidade do consumidor fez com que empresas e instituições financeiras trabalhassem de forma mais agregadora, concentrando uma diversidade de serviços na mesma aplicação para facilitar a experiência do usuário. Acreditamos muito no modelo de ecossistema, mais do que no conceito de super app. Ou seja, empresas independentes, com estratégias específicas, mas integradas, e que conseguem, trabalhando em conjunto, oferecer as melhores soluções para os clientes. O principal exemplo disso, no grupo, é nossa estrutura de fintech, que conta com Zoop e MovilePay, oferecendo serviços financeiros, como conta digital e oferta de crédito, para os restaurantes cadastrados na plataforma do iFood. Esse é o modelo de atuação que acreditamos e que tem se mostrado de sucesso, no Brasil.

M&M – Os super apps permitem que os usuários realizem diversas ações dentro de uma única plataforma. Como as marcas podem ampliar o engajamento do público, dentro de aplicativos?
Olívia – A meu ver, após expandir a estratégia principal, as marcas conseguem ampliar o engajamento e conquistar outros públicos, ao oferecer um serviço financeiro ou outras soluções verticalizadas dentro dos aplicativos. Hoje, no Brasil, apesar dos cinco principais bancos controlarem 85% de todas as transações financeiras, mais da metade da população ainda tem problemas para conseguir crédito. Com isso, quando uma fintech ou companhia democratiza o acesso ao crédito de uma forma simples e não burocrática, ela ganha o engajamento do público. No iFood, uma das marcas do Grupo Movile, por exemplo, com o advento da conta digital, criada pela MovilePay em parceria com a Zoop, concedemos mais de R$ 200 milhões em empréstimos para restaurantes, para conseguirem realmente atravessar a pandemia. Em junho deste ano, lançamos o Dinheiro Rápido, um serviço de crédito curto sob demanda, também acessado diretamente pela conta digital iFood. Esse é um exemplo prático de como tem funcionado nossa interação com os nossos clientes e de como as marcas devem agir para atender aos anseios de seus públicos.

M&M – De alguma forma, a Movile vem caminhando em direção aos super apps?
Olíva – O ecossistema Movile é formado por um grupo de empresas de tecnologia que trabalha em conjunto para estar à frente das necessidades do consumidor e para atingir crescimento exponencial no mercado global. A atuação conjunta dessas empresas garante a sinergia entre os negócios e promove a disrupção nas áreas de tecnologia, inovação, cultura e gestão. Como citei recentemente, a meu ver, as marcas conseguem ampliar o engajamento e conquistar outros públicos ao oferecer, por exemplo, um serviço financeiro ou um meio de pagamento. E, é isso que temos feito por meio das nossas fintechs MovilePay e Zoop. Ainda citando o mesmo exemplo, sabemos que, hoje, pela proximidade de relacionamento que temos com os restaurantes que utilizam a plataforma do iFood, estamos muito bem posicionados para entender quais são suas reais necessidades em termos de serviços financeiros e oferecer soluções para isso, de forma facilitada e personalizada. Sem uma agenda de inovação, as soluções que democratizam o acesso de PMEs e consumidores ao crédito, como contas digitais, PIX, Open Banking, não estariam desenvolvidas como podemos acompanhar agora.

M&M – Neste ano, a Movile recebeu um aporte de R$ 1 bilhão do grupo holandês Prosus. Esse dinheiro deve acelerar as startups do conglomerado. O que significa receber um aporte bilionário?
Olíva – Esse aporte reforça nosso compromisso de investir na América Latina, auxiliando no seu desenvolvimento e impactando positivamente a vida das pessoas da região. O grande foco dessa entrada de capital é investir em três teses: fintechs, logística e games, além do iFood, hoje nosso principal negócio. A Zoop já recebeu R$ 170 milhões, para ampliar seus negócios e atuar para que toda empresa, de qualquer segmento, possa se tornar uma fintech, dentro do conceito de embedded finance, assim como trabalha a MovilePay também junto aos restaurantes. A Movile já nasceu como uma empresa disruptiva e queremos continuar a ser. O mercado pode esperar que o grupo traga um time ainda mais diverso, que trabalhe para resolver as dores dos consumidores e auxilie no desenvolvimento de mais soluções que facilitem o dia a dia das pessoas. Com novas frentes se abrindo, reforçamos nossa principal estratégia de realizar nosso sonho de impactar positivamente a vida de 1 bilhão de pessoas, por meio de nossos aplicativos. Mais especificamente em relação à imagem, nosso intuito é que o mercado de startups e empreendedorismo da América Latina reconheça a Movile, cada vez mais, como a principal opção como investidora estratégica na região.

M&M – Qual é a importância do marketing digital, dentro do setor de aplicativos? De um modo geral, para além da Movile.
Olíva – O marketing digital tem ocupado, cada vez mais, espaço na valoração da marca, por meio da construção da jornada constituída por vários pontos de contato e relacionamento com clientes e parceiros. No caso da Movile, o exemplo que todos têm em mente sobre o uso e importância do marketing digital é o iFood. O consumo de delivery, que antes era alto aos finais de semana, virou um hábito diário, no País. Fazer mercado online via aplicativo era outro hábito, que caminhava de forma lenta e que, hoje, após o reforço do marketing digital na empresa e no próprio grupo, está tendo uma adoção maior, por meio dos consumidores, e gerando atenção de parceiros e investidores.

*Crédito da foto no topo: Martin Péchy/Pexels

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