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O que o significa o Open Insurance no Brasil?

Sistema de Seguros Aberto prevê maior personalização e flexibilidade dos serviços oferecidos e deve ser integrado ao Open Banking, ampliando ecossistema

Taís Farias
10 de fevereiro de 2022 - 10h22

Uribe Teófilo, gerente de produtos Youse (Crédito: Divulgação)

Não é só o universo das finanças que vem passando por transformações no Brasil nos últimos meses. Em dezembro do ano passado, teve início a primeira fase do cronograma de implementação do Open Insurance no Brasil. Também conhecido como Sistema de Seguros Aberto e similar ao Open Banking, o Open Insurance vai permitir e padronizar o compartilhamento de dados e serviços das empresas credenciadas pela Superintendência de Seguros Privados, o Susep, por meio da abertura e integração de sistemas. Seguindo as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados, esse compartilhamento depende do consentimento prévio dos clientes sobre a circulação de seus dados.

Um dos objetivos do Open Insurance é uma posterior conexão com o Open Banking, formando um ecossistema mais amplo e com mais possibilidades de personalização para o consumidor final. A primeira fase de implementação do Open Insurance, que envolve os dados das instituições participantes como canais de atendimento e produtos disponíveis, tem data de conclusão prevista para junho deste ano. Já a conclusão de todo o processo deve acontecer em junho de 2023.

“As pequenas instituições vão acessar os mesmos dados que as grandes e vice e versa. A oferta de produtos e de serviços vai aumentar, o que vai proporcionar ao cliente mais opções com menor preço e, com isso, trazer mais benefícios e produtos mais acessíveis para mais pessoas”, explica Uribe Teófilo, gerente de produtos e design da insurtech Youse, sobre o impacto do Open Insurance. Em entrevista ao Meio & Mensagem, ele contou como as empresas estão se preparando para o Sistema de Seguros Aberto e papel das startups nesse processo.

Meio & Mensagem – O que é o Open Insurance? Quando ele começa no Brasil?

Uribe Teófilo – O Open Insurance é o novo Sistema Aberto de Seguros que vai permitir o compartilhamento de dados e informações de produtos e serviços, entre instituições autorizadas e credenciadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). O OPIN (sigla adotada para o sistema) começou em 15 de dezembro de 2021 e faz parte da nova fase do Open Banking que agora é chamada de Open Finance, a expansão do compartilhamento de dados financeiros entre instituições.

M&M – Como o open insurance vai impactar para as empresas de seguros?

Uribe – O maior impacto será a partir do uso dos dados para a personalização da experiência dos consumidores, assim será mais fácil compreender as necessidades dele. A Youse sempre teve produtos personalizados, mas a troca de informações entre as instituições, com o consentimento dos clientes, vai permitir uma entrega mais consistente e robusta de recomendações de produtos adequados para a realidade do consumidor, além de propor serviços alinhados com o comportamento e preferências daquela pessoa. Além disso, a ampliação desse movimento de transformação digital proporcionará a inclusão de novos clientes ao mercado de seguros. Será um grande movimento, que irá estimular a livre concorrência como forma de trazer transformações ao mercado.

M&M – Na prática, o que isso representa para o consumidor final?

Uribe – O maior beneficiado pelo Open Insurance será o consumidor, que poderá contar com mais clareza, facilidade e transparência quanto aos produtos e serviços oferecidos pelas seguradoras. É um movimento que realmente visa empoderar o consumidor para que ele decida o que deseja da empresa ou serviço contratado, dentro do seu contexto de vida. As pequenas instituições vão acessar os mesmos dados que as grandes e vice e versa. A oferta de produtos e de serviços vai aumentar, o que vai proporcionar ao cliente mais opções com menor preço, e com isso trazer mais benefícios e produtos mais acessíveis para mais pessoas.

M&M – Como as empresas estão se preparando para o open insurance?

Uribe – Todo o processo de construção, impactos e cenários ainda estão sendo discutidos em diferentes esferas e por diversos atores do mercado. A Youse tem tido uma participação ativa, a fim de entender sua real aplicação no setor de seguros, de forma que traga benefícios para nossos clientes e parceiros de negócio. Além disso, entendemos que esse movimento tem grande potencial de trazer novas parcerias alinhadas ao perfil dos clientes.

M&M – Qual é o papel das startups nessa transição? Como a tecnologia auxilia nesse processo?

Uribe – As startups e insurtechs têm um papel fundamental nesse processo, no sentido de ajudar no desenvolvimento de novos produtos e canais de distribuição dentro dos ecossistemas digitais, dos quais já fazem parte. A Youse, por exemplo, já nasceu digital com a proposta de oferecer produtos personalizados.

Nesse sentido, acreditamos que com o OPIN conseguiremos acelerar nossos processos internos no desenvolvimento de novos produtos e serviços com o objetivo de levar uma experiência diferenciada aos nossos clientes. O papel da tecnologia nesse processo é imprescindível. A tecnologia será o grande diferencial e propulsora de toda essa mudança. Em especial, em um cenário de convergências, no qual o desafio é levar a melhor experiência digital aos clientes.  Nesse contexto, as empresas nativas digitais têm uma importante vantagem competitiva.

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