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Marketing opera como ciência para acompanhar consumidor

Michel Alcoforado, do Grupo Consumoteca, e Oliver Cunningham, da KPMG,, falam sobre o papel das martechs nas mudanças de comportamento

Valeria Contado
24 de março de 2022 - 6h03

Martechs ajudam as empresas na leitura de dados para uma comunicação mais assertiva (Crédito: Mameraman/Shutterstock)

A digitalização, causada pela pandemia desencadeada pela Covid-19 ou pela evolução natural das tecnologias,  provocou mudança nos hábitos de consumo da população e transformou a forma com que as marcas, agências e ecossistemas podem se comunicar com o seu público.

Existe uma demanda de previsão do desejo de compra, ou dos próximos passos do cliente, além da interpretação de como pretende usar o produto e as melhores formas de entrega. Todas essas informações são facilitadas pelas martechs. Em comparação ao que era o analógico, o ambiente digital oferece personalização e assertividade muito maiores. No entanto, o tempo de resposta das empresas também tem que ser mais ágil.

A pandemia funcionou como agente catalisador dessa mudança e do estilo de compra de cada uma das frentes de contato com o cliente, já que muitas marcas perderam a interação direta. Se antes o cliente se preocupava com o ponto de venda, agora tem o olhar voltado ao tipo de entrega, variedade de tamanhos e modelos e preço, entre outros. “Não importa o setor, você viu o seu consumidor passar por um processo gigante de digitalização e essa mudança é o principal impacto que as categorias tiveram que lidar”, diz o antropólogo e sócio-fundador do Grupo Consumoteca, Michel Alcoforado.

O sócio de transformação digital da KPMG, Oliver Cunningham, avalia que o ciclo de consumo unilateral se transformou drasticamente e que os meios de comunicação ainda estão acompanhando essa evolução. “Vimos a emergência do growth justamente por causa do relacionamento digitalizado, a necessidade de controlar o funil e ganhar a atenção do seu consumidor, convertê-lo em cliente e fazê-lo consumir mais ainda”, afirma.

Isso acontece porque, atualmente, as empresas colocam os clientes no centro de suas comunicações e personalizam cada vez mais essa conversa. No entanto, como os desejos de consumo mudam rápido, dependendo do ambiente em que está inserido, e até mesmo as conversas geradas pela internet, as estratégias ficam descompassadas e precisam de evolução grande.

Segundo Alcoforado, o marketing também deve ser tratado como ciência. “A demanda do que o marketing deveria entregar muda também. Ele é, sim, ciência e estratégia de relação com o mundo, que leva em conta os desejos dos consumidores”, explica.

Os dois executivos concordam que as martechs ajudaram na evolução das dinâmicas do marketing. Sem elas, muitas partes da comunicação direcionada e leituras de dados não seriam possíveis, já que viabilizam leituras e respostas rápidas para impulsionar a evolução da comunicação.

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