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Digitalização e avanço das ferramentas de gestão profissional

Cláudio Carvajal, da FIAP, afirma que tecnologias como Microsoft Teams, Trello e Asana vieram para ficar no dia a dia das empresas

Taís Farias
30 de março de 2022 - 6h00

Claudio Carvajal , coordenador acadêmico dos cursos de Administração, de Gestão de TI e de Marketing Digital do Centro Universitário FIAP (Crédito: Divulgação)

Em janeiro, a 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half apontou que o modelo híbrido, em que os profissionais alternam entre o trabalho presencial e remoto, será adotado neste ano por 48% das empresas entrevistadas. A sondagem levou em conta as respostas de 387 recrutadores. A adesão ao trabalho híbrido já é uma marca da pandemia, que popularizou o modelo. Com tantas mudanças, os profissionais e empresas vem buscando, cada vez mais, alternativas para otimizar o tempo e auxiliar na gestão profissional. É o caso de ferramentas como Microsoft Teams, Trello e Asana. Cláudio Carvajal, coordenador acadêmico dos cursos de Administração, de Gestão de TI e de Marketing Digital do Centro Universitário FIAP, conta como essas tecnologias entraram para ficar no dia a dia das empresas.

Meio & Mensagem – Com a Covid-19 e ascensão do trabalho híbrido, cresceu a adesão a ferramentas digitais. Como o mercado está se movimentando para aproveitar essa oportunidade?
Cláudio Carvajal – A pandemia da Covid-19 trouxe desafios para que pessoas e empresas conseguissem manter suas atividades em todos os setores da economia. Para superar estes desafios, foi preciso reinventar a relação entre empresas e seus colaboradores, e a tecnologia foi um fator decisivo para viabilizar soluções neste sentido. Onde há problemas, há oportunidades. Muitas tendências tecnológicas para transformação na relação de trabalho foram antecipadas e foi preciso que empresas e pessoas se adaptassem rapidamente a esta nova realidade para sobreviver. Apesar do trabalho remoto não ser algo novo pois algumas organizações já adotavam esta modalidade em suas operações, houve um crescimento e desenvolvimento do modelo que ficou conhecido como “home-office”, criando cultura, quebrando antigos paradigmas. Muitas instituições souberam aproveitar estas oportunidades, ganhando produtividade e reduzindo custos com infraestrutura física. A maioria das ferramentas digitais, tais como plataformas de comunicação em videoconferência, áudio conferência, chat, webinars e colaboração para trabalho em equipe, já existiam antes da pandemia, mas foram fundamentais para superação da crise gerada pela COVID-19.

M&M – Que tecnologias e tendências podem ajudar nesse processo?
Carvajal – A escolha da tecnologia que será adotada pela instituição depende da estratégia e do modelo de negócios. Mas, para maioria das empresas, as ferramentas de comunicação entre equipes são fundamentais como, por exemplo, o uso do Whatsapp, do Signal, do Telegram, dente outros. Plataformas que ajudam na colaboratividade entre equipes – além da comunicação – são interessantes também, tais como o Microsoft Teams e o Zoom. Para empresas que necessitam de gerenciar projetos em suas operações, há muitas ferramentas que podem ajudar, como o MS Project, Trello, Miro etc. Há, ainda, ferramentas mais específicas como soluções de Inteligência Artificial, Robótica, Análise de Dados, dentre outras, que podem ser utilizadas, dependendo do que a empresa almeja.

M&M – Olhando para as ferramentas disponíveis, hoje, é possível dizer que grandes companhias, como Google e Microsoft, levam vantagem no segmento? Como empresas menores podem se tornar competitivas?
Carvajal – Se olharmos para as empresas que fornecem tecnologia, sem dúvida os grandes players levam uma certa vantagem, como acontece em outros setores também. Mas, a área de tecnologia é bastante dinâmica e temos visto um movimento de inovação e criação de novos negócios nesta área que tem trazido uma maior competitividade neste mercado, em especial para estas novas empresas – as chamadas startups de base tecnológica. Não podemos nos esquecer que estes grandes players começaram como startups, alguns há pouco tempo. Porém, se olharmos para empresas que contratam as ferramentas de tecnologia, estes grandes players e as novas ferramentas são aliados para melhorar competitividade.

M&M – Ao mesmo tempo, como é possível monetizar essas ferramentas? Quais alternativas têm se mostrado mais bem sucedidas e como devem avançar?
Carvajal – Novamente, partimos da análise da estratégia e do modelo de negócios da empresa. Se as tecnologias adotadas visarem aumento de produtividade e redução de custos, o retorno para a empresa pode vir através da melhoria na performance. Contudo, se a tecnologia for utilizada para operacionalizar novos produtos e serviços para a empresa, o retorno virá das novas receitas geradas pela inovação de produto. Independentemente da estratégia da empresa, a tecnologia será protagonista no futuro desta organização, porque no mundo pós-digital que estamos vivendo é ela que proporciona a operação do negócio e possibilita a entrega de valor real para os clientes.

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